segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Jerry Lewis

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1926 - 2017
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sábado, 19 de agosto de 2017

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sonny Landham

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1941 - 2017
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

European Film Awards 2017: Documentários pré-seleccionados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje os quinze documentários pré-seleccionados ao EFA de Melhor Documentário em formato de Longa-Metragem recomendados pelos dez festivais de cinema associados - IDFA (Holanda), CPH:DOX (Dinamarca), Visions du Réel (Suíça), DokLeipzig (Alemanha), DocLisboa (Portugal), Thessaloniki Documentary Film Festival (Grécia), Jihlava (República Checa), Cinéma du Réel (França), Krakow Film Festival (Polónia) e Sheffield Doc/Fest( Reino Unido).
Um comité composto pelos membros da Academia Roberto Cicutto (Itália), Vanessa Henneman (Holanda), Marek Rozembaum (Israel), Sari Volanen (Finlândia) e Paul Pauwels (Bélgica), escolheu os quinze finalistas. São eles:
  • Austerlitz, de Sergei Loznitsa (Alemanha)
  • La Chana, de Lucija Stojevic (Espanha/Islândia/EUA)
  • Dead Donkeys Fear No Hyenas, de Joakim Demmer (Suécia/Alemanha/Finlândia)
  • The Good Postman, de Tonislav Hristov (Finlândia/Bulgária)
  • How to Meet a Mermaid, de Coco Schrijber (Holanda/Dinamarca)
  • In Loco Parentis, de Neasa Ní Chianáin e David Rane (Irlanda/Espanha)
  • Komunia, de Anna Zamecka (Polónia)
  • Liberami, de Federica Di Giacomo (Itália/França)
  • Nothingwood, de Sonia Kronlund (França/Alemanha)
  • A l'Ouest du Jourdain, de Amos Gitai (França)
  • Stranger in Paradise, de Guido Hendrikx (Holanda)
  • Taste of Cement, de Ziad Kalthoum (Alemanha/Líbano/Síria/Emiratos Árabes Unidos/Qatar)
  • Ultra, de Balazs Simonyi (Hungria/Grécia)
  • Le Venerable W, de Barbet Schroeder (França/Suíça)
  • The War Show, de Andreas Dalsgaard e Obaídah Zytoon (Dinamarca/Síria/Finlândia)
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Os nomeados serão conhecidos durante o mês de Novembro e os vencedores revelados durante uma cerimónia que se irá realizar em Berlim a 9 de Dezembro seguinte.
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domingo, 13 de agosto de 2017

Joseph Bologna

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1934 - 2017
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sábado, 12 de agosto de 2017

El Bar (2017)

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El Bar de Álex de la Iglesia é uma longa-metragem espanhola e a mais recente obra do realizador de El Día de la Bestia (1995), La Comunidad (2000), Balada Triste de Trompeta (2010) e Las Brujas de Zugarramurdi (2013).
No centro de Madrid. O reboliço de uma cidade que não pára contrasta com a relativa calmaria que se faz sentir no bar de Amparo (Terele Pávez) onde algumas pessoas do bairro se reúnem. As conversas de ocasião são interrompidas quando após a saída de um cliente este é abatido a tiro à porta do bar. A cena repete-se uma segunda vez e todos compreendem que não podem sair. Existirá escapatória para este conjunto de pessoas que agora lutam pela sua sobrevivência... também dentro do bar?!
Álex de la Iglesia regressa à sua já longa parceria com Jorge Guerricaechevarría - enquanto argumentista - iniciada com Acción Mutante (1993), criando mais uma história que celebra, uma vez mais, a evolução dos medos humanos quando colocados em situações de pressão ou crise extrema. Assim o verificámos com a descida à Terra de um Diabo então celebrado - El Día de la Bestia -, com o anúncio de uma pequena grande fortuna por todos cobiçada - La Comunidad - ou até com o medo do extermínio por parte de um conjunto de bruxas sedentas de sangue e vingança - Las Brujas de Zugarramurdi - e que aqui ganha forma com a potencial chegada de um vírus que pode infectar toda uma população desprotegida. Aquilo que começa por ser um relato de uma qualquer sociedade moderna, indiferenciada e cínica face à existência individual alheia - mendigos que são forçados a sair do espaço em que se encontram sem que os seus problemas sejam resolvidos, conversas intermináveis ao telemóvel em detrimento das relações humanas que se degradam ou uma simples ida às compras sem que sequer se olhe na cara de quem nos atende ou mesmo um qualquer indivíduo doente que chega sem que ninguém se preocupe com o seu bem-estar (ou falta dele) -, termina como uma exploração dos medos primários de cada um de nós que face a um potencial "fim" revela o mais selvagem e irracional dos comportamentos que têm - eles sim - como único intuito uma sobrevivência e perpetuação que poderá não chegar. É neste preciso momento de percepção da crise que tudo começa a ruir. A pouca simpatia existente dá lugar ao distanciamento e a já inexistente amabilidade desaparece para fazer valer a lei do mais forte. Aqueles que estão na base da pirâmide social surgem como os primeiros que devem ser eliminados... não por uma qualquer debilidade que aparentem ter mas sim porque são considerados com os que têm menos a perder... nada ambicionam... nada desejam... porque não serem os primeiros a desaparecer?!
Mas, se El Bar dá corpo a essa indiferença do Homem face ao seu semelhante nos ditos tempos de crise extrema, é interessante observar como a dupla de la Iglesia e Guerricaechavarría celebra a facilidade com que no mundo das tecnologias, das redes sociais e da premissa de que o "longe" está hoje cada vez mais "perto", se torna realmente distante e de difícil acesso a comunicação entre os Homens... não será esta outra forma de desumanização mas mais... socialmente aceite?! E na sua continuidade... não será esta manipulação da divulgação dos acontecimentos que tão facilmente podem ser distorcidos ou vedados do conhecimento de um grande público a nova forma de uma qualquer censura que a todos reúne no mesmo espaço com os mesmos factos e com a mesma ausência de curiosidade pelos ditos? Até que ponto questiona, qualquer um de nós, a "notícia" que nos chega evitando (in)conscientemente o seu contraditório ou o apuramento de todas as suas vertentes e implicações?
No rescaldo de toda esta história, o espectador apenas memoriza uma não tão simples questão... quando realmente pedimos auxílio... será que existe alguém que nos escuta?! Um telemóvel não atendido, alguém que percorre desamparado as ruas ou mesmo um esclarecido pedido de apoio que nunca irá chegar... Serão (seremos) todos danos colaterais que alguém prefere nunca contabilizar?
A dar corpo às (sempre) ricas personagens que compõem as suas obras cinematográficas, El Bar conta uma vez mais com a colaboração de Terele Pávez (nesta que seria a última colaboração com o realizador), como "Amparo", a sempre humana dona do bar em que se vêem obrigados a ficar refugiados mas que cedo revela os seus mais negros instintos de sobrevivência, Secun de la Rosa como "Satur", o seu fiel, Jaime Ordoñez como "Israel", a vítima da mais recente crise económica agora mendigo nas ruas de Madrid e ainda Mario Casas como "Nacho" o hipster que todos confundem com um potencial terrorista quando tudo começa a dar para o torto. A juntar-se-lhes encontramos ainda Blanca Suárez como "Elena", a menina "bem" que rapidamente tem de sujar as mãos se quer sobreviver, Carmen Machi que com a sua "Trini" revela o rosto de tantas pessoas que se mantêm anónimas como a única forma de sobrevivência face a um desespero diário e ainda Joaquin Climent como "Andrés" e Alejandro Awada como "Sergio", os dois rostos de uma força repressora que rapidamente se vê privada do seu poder ilusório. Todos encarnam personagens que inicialmente são meros adornos da vida de uma cidade. Todos compõem aqueles com quem diariamente qualquer um de nós se cruza na rua e a quem pouca - se é que alguma - importância lhes é conferida. Mas ali, naquele espaço cada vez mais minúsculo e onde todos começam a desesperar pela ideia de um auxílio que não irá chegar e de uma suspeita crescente sobre as intenções daqueles com quem ali partilham uma vivência forçada, revelam os medos mais impossíveis e irracionais que lentamente ganham forma como realidades e certezas das quais todos querem fugir ou, até mesmo, eliminar. Se o mal - ou o medo - chega daquilo que presenciaram vindo da rua... rapidamente todos começam a temer aqueles que ali se encontram... privados do conhecimento sobre o que se passa "lá fora" e com receio que seja um deles o verdadeiro motivo ou receptáculo do medo. O grupo divide-se e o poder é exibido como aqueles que detêm a força... ou o poder de pressionar para depois separar... mas, como tudo na vida, é em crise que se percebe que esse poder mais não é do que uma ilusão e é, quando as vidas não contabilizadas - e logo desconhecidas - se tornam irrelevantes, que as ironias se sucedem e o poder se revela tal como é... uma mera e efémera ilusão.
No entanto a luta pelo poder vai mais longe, e ainda mais selvagem, quando aqueles que foram momentaneamente considerados como mais fracos começam, também entre eles, a disputar o poder por uma sobrevivência que parece cada vez menos provável ou mesmo, quando essa sobrevivência parece resultar do seu domínio - enquanto indivíduos - sobre aqueles com quem partilharam a base da pirâmide... no entanto, mesmo nesta, existe a hipótese (e os meios) para a escalonar.
Irreverente como sempre e cómico quanto baste para revelar o mais profundo espaço da alma humana, El Bar proporciona não só os elementos fundamentais para que o espectador se sinta abstraído durante  pouco mais de hora e meia mas, ao mesmo tempo, confere-lhe a capacidade de (se) analisar em tempo de crise... de perceber os seus limites (se é que alguns) e demonstrar que por mais humano, preocupado com a realidade do mundo e com o planeta... existe aquele, por vezes não tão breve, momento em que tudo pode ruir e ser liberto uma animal feroz e perigoso que consegue, em sociedade, esconder.
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"Elena: El miedo cambia las personas...
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Nacho: El miedo muestra como realmente somos."
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8 / 10
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Festival del Film Locarno 2017: os vencedores

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Foram divulgados há momentos os vencedores da mais recente edição do Festival del Film Locarno que decorreu desde o passado dia 2 de Agosto e, entre os quais uma forte presença portuguesa no palmarés nas mais diversas secções.
São os vencedores:
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Competição Oficial
Leopardo de Ouro: Mrs. Fang, de Wang Bing (França/China/Alemanha)
Prémio Especial do Júri: As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (Brasil/França)
Realizador: F. J. Ossang, 9 Doigts (França/Portugal)
Interpretação Masculina: Elliott Crosset Hove, Vinterbrodre (Islândia/Dinamarca)
Interpretação Feminina: Isabelle Huppert, Madame Hyde (França/Bélgica)
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Competição Cineasti del Presente
Leopardo de Ouro: 3/4, de Ilian Metev (Bulgária/Alemanha)
Menção Especial: Distant Constellation, de Shevaun Mizrahi (EUA/Turquia/Holanda) e Verão Danado, de Pedro Cabeleira (Portugal)
Prémio Especial do Júri: Milla, de Valerie Massadian (França/Portugal)
Realizador Revelação: Dae-Hwan Kim, Cho-Haeng (Coreia do Sul)
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Competição Signs of Life
Filme: Cocote, de Nelson Carlos de Los Santos Arias (Rep. Dominicana/Argentina/Alemanha/Qatar)
Menção Especial: Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós (Brasil/Portugal)
Prémio Fundación Casa Wabi-Mantarraya: Dane Komljen, Phantasiesätze (Alemanha/Dinamarca)
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Competição Primeira Obra
Primeira Obra: Sashishi Deda, de Ana Urushadze (Geórgia)
Menção Especial: Dene Wos Guet Geit, de Cyril Schäublin (Suíça)
Prémio Art Peace Hotel: Meteorlar, de Gürcan Keltek (Holanda/Turquia)
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Competição Pardi di Domani Internacional
Pardino d'Oro Curta-Metragem: António e Catarina, de Cristina Hanes (Portugal)
Menção Especial: Armageddon 2, de Corey Hughes (Cuba)
Pardino d'Argento Curta-Metragm: Shmama, de Miki Polonski (Israel)
Prémio Pianifica - EFA: Jeunes Hommes à la Fenêtre, de Loukianos Moshonas (França)
Prémio Medien Patent Verwaltung AG: Kapitalistis, de Pablo Muñoz Gómez (Bélgica/França)
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Competição Pardi di Domani Nacional
Pardino d'Oro Curta-Metragem: Rewind Forward, de Justin Stoneham (Suíça)
Pardino d'Argento Curta-Metragem: 59 Secondes, de Mauro Carraro (Suíça)
Prémio Revelação: Les Intranquilles, de Magdalena Froger (Suíça)
Prémio Variety Piazza Grande: Drei Zinnen, de Jan Zabeil (Alemanha/Itália)
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Terele Pávez

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1939 - 2017
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Glen Campbell

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1936 - 2017
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Barbara Cook

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1927 - 2017
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Haruo Nakajima

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1929 - 2017
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Robert Hardy

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1925 - 2017
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Daniel Licht

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1957 - 2017
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

In a Heartbeat (2017)

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In a Heartbeat de Esteban Bravo e Beth David é uma curta-metragem de animação norte-americana que em breves minutos cruza os destinos de dois jovens rapazes. Um deles Sherwin, tímido e perdido de amores por Jonathan, um rapaz confiante que segue para todo o lado sem ser visto. É, no entanto, quando o coração de Sherwin manifesta uma vontade maior do que o próprio que ele terá de seguir o seu próprio coração ou ver os seus sentimentos expostos perante Jonathan... e toda a escola.
Curta-metragem revelação do ano pela forma como expõe a mais inocente forma de amar com honestidade e nobreza numa temática que ainda insiste em ser tabu, In a Heartbeat conquista o espectador por conseguir fazer sorrir e emocionar ao mesmo tempo que o deixa na esperança de que este amor - tido como inconfessável - possa vencer.
Aqui encontramos dois adolescentes, na tal altura da formação individual - e como indivíduo -, da expressão dos primeiros sentimentos amorosos e onde tudo pode - ou tende - a poder correr mal. Enquanto um passa pelos jardins da escola descontraído e sem pensar que é o alvo da manifestação amorosa de alguém, o outro - "Sherwin" - "sofre" ao observá-lo sem nunca conseguir expressar os seus pensamentos, sentimentos ou emoções... até que o seu coração - cheio de amor - decide por iniciativa própria fazer chegar a "Jonathan", tudo aquilo que o seu portador sente. Em breves instantes que fazem nascer todo o tipo de manifestações pelo espectador, a personagem dominante desta curta-metragem de animação é o improvável "coração" que com os rasgos de toda a esperança do mundo e de quem começou naquele preciso momento a sentir, decide expressar e lutar pelo tal amor "proibido" ou, até então, inconfessável. Numa corrida contra o tempo e frente aos olhares de todos... a confirmação deste amor poderá estar por breves instantes.
Sóbria, honesta e longe de qualquer preconceito, In a Heartbeat voa e em quatro breves minutos conseguimos observar uma das mais nobres e sentidas manifestações de amor na adolescência que o cinema - e seguramente o cinema de animação - consegue transmitir criando ainda uma das mais carismáticos personagens do género. Seguramente é não só uma das histórias de animação do ano... que surge sob o formato de cinema curto tantas vezes ignorado independente da sua qualidade aqui tão bem manifestada expressando, ao mesmo tempo, a sua independência criativa com cariz social capaz de chegar tanto aos mais novos como aos adultos tantas vezes cépticos de que o cinema de animação pode ultrapassar fronteiras... geográficas, físicas e principalmente psicológicas.
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8 / 10
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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Jeanne Moreau

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1928 - 2017
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domingo, 30 de julho de 2017

Avanca Film Festival 2017: os vencedores

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Competição Oficial
Longa-Metragem: Kashtiban, deMajid Esmaeli-Parsa (Irão)
Menção Especial: Marisa en los Bosques, de Antonio Morales (Espanha) e Foro Íntimo, de Ricardo Mehedff (Brasil)
Curta-Metragem: Heyvan, de Barham Ark e Bahman Ark (Irão)
Animação: Scrambled, de Bastiaan Schravendeel (Holanda)
Menção Especial: And the Moon Stands Still, de Yulia Ruditskaya (Bielo-Rússia)
Prémio Estreia Mundial: Loop, de Manuel Caeiro e Valério Marques (Portugal)
Actor: Gustavo Werneck, Foro Íntimo (Brasil)
Fotografia: Mohammed Fakouri, Kashtiban (Irão)
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Competição Avanca
Longa-Metragem: Ad Ventum, de Barbara Mateos
Documentário: Canil, de Miguel Marques
Menção Especial: Sonho Longínquo no Equador, de Hamilton Trindade
Animação: Fim da Linha, de Paulo D'Alva e António Pinto
Menção Especial: Vicente um Corvo Diferente, de Colectivo de Alunos do AE Ovar do Sul
Prémio Estreia Mundial: Antes que a Noite Venha - Falas de Antígona, de Joaquim Pavão e Canil, de Miguel Marques
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Televisão: Flames, de Zefrey Throwell e Josephine Decker (EUA) e Pelerinaxes, de Simone Saibene (Espanha)
Menção Especial: Ba(p)tismo de Terra, de Vanessa Rodrigues (Portugal)
Prémio Estreia Mundial: Homestay, de Lolo Arziki (Cabo Verde)
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Video: Her, de Grace Guo (China)
Prémio Sénior: El Inconveniente, de Adriana Yurcovich (Argentina)
Prémio Estreia Mundial: O Maravilhoso Reino da Terra, de Carlos Silveira (Portugal)
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Competição Trailer in Motion
Trailer: Frames Roots, de André Spenser (Suécia)
Videoclip: Pena Verde, de Ana Filipa Flores (Portugal)
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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sam Shepard

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1943 - 2017
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

June Foray

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1917 - 2017
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Leonard 'Percy' Landy

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1933 - 2017
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

First Response (2015)

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Resposta Rápida de Philippe Gagnon é um telefilme canadiano recentemente exibido num canal de televisão nacional que centra a sua acção nas horas em que Gerry (Kristopher Turner) e Camilla (Dania Ramirez), dois paramédicos, são detidos contra vontade por Austin (Joris Jarsky) e Dermot (Adam Butcher), dois vulgares criminosos depois de um último golpe que correu mal.
Contrariamente ao que normalmente acontece com este género de telefilme menos conhecidos do grande público, o argumento de Doug Barber a James Phillips para First Response consegue manter o espectador em suspenso (e suspense) sobre os destinos dos dois paramédicos que são apanhados numa situação fora do seu ambiente natural colocando-os naquele sempre eterno dilema do "lugar errado à hora errada".
Se os primeiros instantes desta história parecem levar o seu público para uma habitual história de algum tiroteio e discursos banalizados, rapidamente o espectador compreende que existe um pouco mais a revelar não só sobre esta história - ainda que com os seus lugares comuns - e principalmente sobre as suas personagens que nem sempre são aquilo que aparentam. Num mundo onde a inocência não abunda e onde todos têm um passado que pretendem ver esquecido, First Response acaba por desmistificar não a ideia de que ninguém é inocente mas sim um certo paradigma de que as escolhas individuais - em momentos de uma aparente crise - não só revelam o carácter de cada um como, muito particularmente, a noção de que por detrás de um rosto podem esconder-se muitas identidades.
Não sendo o tradicional road-movie pois, afinal não existe nenhuma viagem pelo interior profundo de um país que revela as personalidades daqueles que nela embarcam, First Response consegue manter alguma dessa verve na medida em que tudo se descobre sobre as vidas daquelas quatro personagens que partilham uma pequena viagem no interior de uma ambulância. Entre vítimas e agressores, salvadores de vidas e criminosos, todos encontram uma função específica dentro daquele espaço e, à medida que o tempo avança, sem perderem a sua característica individual todos, sem excepção, acabam por se modelar às circunstâncias e revelar um pouco mais ou dos seus demónios ou do próprio "demónio" que tão habilmente conseguiram - até então - esconder.
Diverso na construção das suas personagens, interessante pela abordagem e surpresa que confere ao seu argumento mas sobretudo dinâmico na junção destes elementos, First Response consegue fazer elevar as suas personagens graças a dinâmicas interpretações dos seus actores muito em particular de Joris Jarsky como "Austin Hayes", um criminoso vulgar que sobressai pelo seu aspecto rude e linguagem mais ameaçadora mas que aos poucos revela uma inesperada conduta moral não tão diferente da maioria de nós - excepção seja feita ao lado criminal claro está - que se rege por um conjunto de valores que poderia facilmente ser manifestado por qualquer pessoa que tende a proteger o seu círculo primário de influência e ter por perto aqueles com quem partilha laços afectivos mais distintos.
Sem grandes efeitos - e eventualmente também sem um orçamento muito elevado - First Response é o tal improvável telefilme que se distingue dos demais pela qualidade e simplicidade com que se deixa construir e não sendo um daqueles filmes que recordamos anos depois, consegue manter-se vivo e seguro no "seu" lugar por toda uma conjunção de elementos de produção que, sem expectativas, o tornaram num filme capaz de mostrar qualidade e, através dela, manter o seu público interessado do início ao final.
Agradável para um bom final de tarde, First Response não deixará indiferente o seu público. Pelo contrário, deixa ainda "no ar" a sugestão de que com um maior orçamento poderia ter sido aquele filme de construção de personagens para o qual estaríamos atentos.
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5 / 10
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Festival Ibérico de Cine de Badajoz 2017: os vencedores

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Foram revelados ontem os vencedores dos Prémios Onofre da vigésima-terceira edição do Festival Ibérico de Cine de Badajoz que decorreu no Teatro Lopez de Ayala desde o passado dia 19 de Julho.
São eles:
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Curta-Metragem: Las Vacas de Wisconsin, de Sara Traba
Prémio Filmoteca de Extremadura - Curta-Metragem Extremeña: Nerón, de Rubin Stein
Prémio do Público Badajoz: The App, de Julián Merino
Prémio do Público Olivenza: Ainhoa, de Iván Sáinz-Pardo
Prémio do Público San Vicente de Alcántara: 17 Años Juntos, de Javier Fesser
Prémio CEXECI do Jurado Jovem: Estilhaços, de José Miguel Ribeiro
Realizador: Sara Traba, Las Vacas de Wisconsin
Interpretação Masculina: Ferrán Villajosana, Australia
Interpretação Feminina: Irene Anula, Vampiro
Argumento: Lino Escalera e Pablo Remón, Australia
Fotografia: José Martín Rosete, Ainhoa
Música Original: Ricardo Boya, Zona-84
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domingo, 23 de julho de 2017

Hans Hurch

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1952 - 2017
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sábado, 22 de julho de 2017

Horácio Manuel

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- 2017
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Premios Platino del Cine Iberoamericano 2017: os vencedores

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Foram hoje anunciados os vencedores dos Premios Platino del Cine Iberoamericano numa gala que se realizou em Madrid. Os Platino que se destinam a premiar o último ano cinematográfico da América Latina e Península Ibérica destacou A Monster Calls, de Juan Antonio Bayona com quatro troféus declarando, no entanto El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat como o Melhor Filme do Ano arrecadando ainda os troféus de Actor e Argumento.
São os vencedores:
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Filme: El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat
Primeira Obra: Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Documentário: 2016. Nacido en Síria, de Hernán Zin
Filme de Animação: Psiconautas, los Niños Olvidados, de Pedro Rivero e Alberto Vázquez
Premio al Cine y Educación en Valores: Esteban, de Jonal Cosculluela
Mini-Série ou Tele-Série Cinematográfica: Cuatro Estaciones en La Habana (Cuba/Espanha)
Realizador: Pedro Almodóvar, Julieta
Interpretação Masculina: Óscar Martínez, El Ciudadano Ilustre
Interpretação Feminina: Sónia Braga, Aquarius
Argumento: El Ciudadano Ilustre, Andrés Duprat
Montagem: A Monster Calls, Bernat Vilaplana e Jaume Martí
Fotografia: A Monster Calls, Óscar Faura
Música Original: Julieta, Alberto Iglésias
Som: A Monster Calls, Peter Glossop, Oriol Tarragó e Marc Orts
Direcção Artística: A Monster Calls, Eugenio Caballero
Platino de Honor: Edward J. Olmos
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Deborah Watling

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1948 - 2017
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John Heard

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1945 - 2017
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Claude Rich

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1929 - 2017
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Chester Bennington

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1976 - 2017
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terça-feira, 18 de julho de 2017

MOTELx 2017: seleccionadas para Melhor Curta-Metragem Portuguesa de Terror

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O MOTELx - Festival Internacional de Terror de Lisboa que irá decorrer no Cinema São Jorge, Cinemateca Júnior e Teatro Tivoli - BBVA no próximo mês de Setembro divulgou esta noite as curtas-metragens de terror portuguesa seleccionadas para competição no festival.
São elas:
  • #blessed, de Diogo Lopes
  • O Candeeiro - Um Filme à Luz de Lisboa, de Henrique Costa e Hugo Passarinho
  • Carga, de Luís Campos
  • Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel
  • Entelekheia, de Hugo Malainho
  • A Instalação do Medo, de Ricardo Leite
  • Mãe Querida, de João Silva Santos
  • Revenge Porn, de Guilherme Trindade
  • Thursday Night, de Gonçalo Almeida
Entre os anteriores vencedores deste prémio encontram-se, por exemplo, O Coveiro, de André Gil Mata ou Pela Boca Morre o Peixe, de João P. Nunes.
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Festival Internacional de Curtas-Metragens de Vila do Conde 2017: os vencedores

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Competição Internacional
Grande Prémio de Melhor Filme: Farpões Baldios, de Marta Mateus
Ficção: Les Îles, de Yann Gonzalez
Documentário: O Peixe, de Jonathas de Andrade
Animação: My Burden, de Niki Lindroth Von Bahr
Curta-Metragem Europeia - Nomeação EFA: Los Desheredados, de Laura Ferrés
Prémio do Público: Retouch, de Kaveh Mazaheri
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Competição Nacional
Filme: Où en Êtes-Vous, de João Pedro Rodrigues
Realizador: Gabriel Abrantes, Os Humores Artificiais
Prémio do Público: Surpresa, de Paulo Patrício
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Competição Experimental
Filme: From Source to Poem, de Rosa Barba
Menção Honrosa: Fajr, de Lois Patiño
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Competição Curtinhas
Prémio Mar Shopping - Filme: Revolting Rhymes, Part One, de Jakob Schuh e Jan Lachauer
Menção Honrosa (maiores de 3 anos): Jubilee, de Coralie Soudet, Charlotte Piogé, Marion Duvert, Marion El Kadiri e Agathe Marmion
Menção Honrosa (maiores de 6 anos): Lost in Spring, de Fred Leao Prado Wall
Menção Honrosa (maiores de 9 anos): Mindenki, de Kristof Deak
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Competição Videos Musicais
Video Musical: Old Habits - Minta & the Brook Trout, de João Nicolau
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Competição Take One!
Prémio IPDJ - Smiling - Agência da Curta-Metragem - RESTART: De Gente se Fez História, de Inês Pinto Vila Cova
Prémio Kino Sound Studio - Realizador: Ricardo Pinto de Magalhães, Delphine Aprisionada
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domingo, 16 de julho de 2017

Martin Landau

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1928 - 2017
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George Romero

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1940 - 2017
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Academia Brasileira de Cinema 2017: os nomeados

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A Academia Brasileira de Cinema divulgou ontem os nomeados aos seus prémios anuais. Elis, de Hugo Prata destaca-se com o mais nomeado de 2017 (12 nomeações), seguido de perto por Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (11) e Boi Neon, de Gabriel Mascaro (10), partilhando os três a nomeação a Melhor Filme Brasileiro do Ano. A disputar o troféu máximo do cinema brasileiro juntam-se ainda Mãe só há Uma, de Anna Muylaert com três nomeações e Nise - O Coração da Loucura, de Roberto Berliner com sete nomeações.
São os nomeados:
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Melhor Longa-Metragem de Ficção
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (real) e Emilie Lesclaux (prod.) por Cinemascópio
Boi Neon, de Gabriel Mascaro (real.) e Rachel Ellis (prod.) por Desvia Produções
Elis, de Hugo Prata (real.) e Fabio Zavala e Hugo Prata (prods.) por Bravura Cinematográfica Ltda
Mãe só há Uma, de Anna Muylaert (real.) e Sara Silveira e Maria Ionescu (prods.) por Dezenove Som e Imagens e Anna Muylaert (prod.) por África Filmes
Nise - O Coração da Loucura, de Roberto Berliner (real.) e Rodrigo Letier (prod.) por TV Zero Cinema
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Melhor Longa-Metragem de Comédia
BR716, de Domingos Oliveira (real.) e Domingos Oliveira (prod.) por Teatro llustre e Renata Paschoal (prod.) por Forte Filmes
É Fada!, de Cris D’Amato (real.) e Daniel Filho (prod.) por Lereby Produções
Minha Mãe é uma Peça 2, de César Rodrigues (real.) e Iafa Britz (prod.) por Migdal Filmes
O Roubo da Taça, de Caito Ortiz (real.) e Francesco Civita e Beto Gauss (prod.) por Prodigo Films
O Shaolin do Sertão, de Halder Gomes (real.) e Halder Gomes e Márcia Delgado (prod.) por ATC Entretenimentos
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Melhor Documentário Longa-Metragem
Cícero Dias, O Compadre de Picasso, de Vladimir Carvalho (real. e prod.) por Com Domínio Filmes
Cinema Novo, de Eryk Rocha (real.) e Diogo Dahl (prod.) por Coqueirão Pictures (Kino TV) e Eryk Rocha (prod.) por Aruac Filmes
Curumim, de Marcos Prado (real.) e Marcos Prado e José Padilha (prods.) por Zazen Produções
Eu sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Calil (reals.) e Alexandre Rocha e Marcelo Pedrazzi (prods.) por Afinal Filmes
Marias, de Joana Mariani (real.) e Matias Mariani (prod.) por Primo Filmes e Joana Mariani (prod.) por Mar Filmes
Menino 23 - Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca (real.) e Maria Carneiro da Cunha (prod.) por Giros
Quanto Tempo o Tempo Tem, de Adriana L. Dutra (real.) e Claudia Dutra e Viviane Spinelli (prods.) por Inffinitto
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Melhor Longa-Metragem Estrangeira
Arrival, de Denis Villeneuve (EUA)
The Danish Girl, de Tom Hooper (Reino Unido)
Nocturnal Animals, de Tom Ford (EUA)
Elle, de Paul Verhoeven (França)
Saul Fia, de László Nemes (Hungria)
Spotlight, de Tom McCarthy (EUA)
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Melhor Curta-Metragem de Ficção
A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria
Constelações, de Maurílio Martins
E o Galo Cantou, de Daniel Calil
Não me Prometa Nada, de Eva Randpolph
O Melhor Som do Mundo, de Pedro Paulo de Andrade
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Melhor Documentário Curta-Metragem
A Morte do Cinema, de Evandro de Freitas
Abissal, de Arthur Leite
Aqueles Anos de Dezembro, de Felipe Arrojo Poroger
Buscando Helena, de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner
Índios no Poder, de Rodrigo Arajeju
Orquestra Invisível Let’s Dance, de Alice Riff
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Cartas, de David Mussel
O Caminho dos Gigantes, de Alois Di Leo
O Projeto do Meu Pai, de Rosaria Maria
Quando os Dias Eram Eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos
Tango, de Francisco Gusso e Pedro Giongo
Vento, de Betânia Furtado
Vida de Boneco, de Flávio Gomes
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Melhor Realizador
Afonso Poyart, Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo
Anna Muylaert, Mãe só há Uma
David Schurmann, Pequeno Segredo
Gabriel Mascaro, Boi Neon
Kleber Mendonça Filho, Aquarius
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Melhor Actor
Caio Blat, BR716
Cauã Reymond, Reza a Lenda
Chico Diaz, Em Nome da Lei
Domingos Montagner, Um Namorado para Minha Mulher
Juliano Cazarré, Boi Neon
Lázaro Ramos, Mundo Cão
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Melhor Actriz
Adriana Esteves, Mundo Cão
Andréia Horta, Elis
Glória Pires, Nise - O Coração da Loucura
Julia Lemmertz, Pequeno Segredo
Sonia Braga, Aquarius
Sophie Charlotte, Reza a Lenda
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Melhor Actor Secundário
Caco Ciocler, Elis
Dan Stulbach, Meu Amigo Hindu
Flavio Bauraqui, Nise - O Coração da Loucura
Gustavo Machado, Elis
Irandhir Santos, Aquarius
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Melhor Actriz Secundária
Alice Braga, Entre Idas e Vindas
Andréa Beltrão, Sob Pressão
Laura Cardoso, De Onde Eu Te Vejo
Maeve Jinkings, Aquarius
Maeve Jinkings, Boi Neon
Sophie Charlotte, BR716
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Melhor Argumento Original
Afonso Poyart e Marcelo Rubens Paiva, Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo
Anna Muylaert, Mãe só há Uma
Domingos Oliveira, BR716
Gabriel Mascaro, Boi Neon
Kleber Mendonça Filho, Aquarius
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Melhor Argumento Adaptado
Fil Braz e Paulo Gustavo, adaptação de "A minha Mãe é uma Peça”, de Paulo Gustavo, Minha Mãe é uma Peça 2
Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, adaptação da obra “Big Jato”, de Xico Sá, Big Jato
Lusa Silvestre e Julia Rezende, adaptação da longa-metragem argentina “Un Novio para mi Mujer”, Um Namorado para Minha Mulher
Neville D’Almeida e Michel Melamed, adaptação do texto “A frente fria que a chuva traz”, de Mario Bortolotto, A Frente Fria que a Chuva Traz
Walter Lima Jr., adaptação da obra “A volta do parafuso”, de Henry James, Através da Sombra
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Melhor Montagem - Ficção
Eduardo Serrano, Aquarius
Fernando Epstein e Eduardo Serrano, Boi Neon
Gustavo Giani, Meu Amigo Hindu
Karen Harley, Big Jato
Tiago Feliciano, Elis
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Melhor Montagem - Documentário
Alexandre Lima, Curumim
Gabriel Medeiros, Geraldinos
Jordana Berg, Eu sou Carlos Imperial
Renato Vallone, Cinema Novo
Yan Motta, Menino 23 - Infâncias Perdidas no Brasil
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Melhor Fotografia
Adrian Teijido, Elis
André Horta, Nise - O Coração da Loucura
Diego Garcia, Boi Neon
Marcelo Corpanni, Reza a Lenda
Mauro Pinheiro Junior, Meu Amigo Hindu
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Melhor Música Original
Alceu Valença, A Luneta do Tempo
Antonio Pinto, Pequeno Segredo
DJ Dolores, Big Jato
Jaques Morelenbaum, Nise - O Coração da Loucura
Otavio de Moraes, Elis
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Melhor Banda-Sonora
Alexandre Guerra, O Vendedor de Sonhos
Bernardo Uzeda, Mate-me Por Favor
Domingos Oliveira, BR716
Mateus Alves, Aquarius
Mauricio Tagliari, Mundo Cão
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Melhor Som
Alfredo Guerra e Érico Paiva, O Shaolin do Sertão
Fabian Oliver, Mauricio D’Orey e Vicent Sinceretti, Boi Neon
Gabriela Cunha, Daniel Turini, Fernando Henna e Paulo Gama, Sinfonia da Necrópole
Jorge Rezende, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima, Elis
Nicolas Hallet e Ricardo Cutz, Aquarius
Paulo Ricardo Nunes, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Paulo Gama, Reza a Lenda
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Melhor Direcção Artística
Clovis Bueno, Isabel Xavier e Caroline Schamall, Meu Amigo Hindu
Daniel Flaksman, Nise - O Coração da Loucura
Frederico Pinto, Elis
Juliana Ribeiro, O Shaolin do Sertão
Juliano Dornelles e Thales Junqueira, Aquarius
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Melhor Guarda-Roupa
Cássio Brasil, Reza a Lenda
Cristina Kangussu, Nise - O Coração da Loucura
Cristina Camargo, Elis
Flora Rebollo, Boi Neon
Luciana Buarque, O Shaolin do Sertão
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Melhor Caracterização
Alex de Farias, Boi Neon
Anna van Steen, Elis
Bruna Nogueira, Meu Amigo Hindu
Cristiano Pires, O Shaolin do Sertão
Tayce Vale, Reza a Lenda
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Melhores Efeitos Visuais
Binho Carvalho e José Francisco, Reza a Lenda
Eduardo Amodio, Aquarius
Guilherme Ramalho, Elis
Marcelo Siqueira, Pequeno Segredo
Rodrigo Elias e Mari Figueiredo, Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo
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A décima-sexta edição dos prémios da Academia Brasileira de Cinema irá decorrer no próximo dia 5 de Setembro no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

John Bernecker

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1984 - 2017
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ariel - Academia Mexicana de Cinema 2017: os vencedores

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Foram anunciados na passada noite no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México, os vencedores dos Ariel, prémios atribuídos anualmente pela Academia Mexicana de Cinema. La 4ª Compañia, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola foi anunciado como o grande vencedor da noite arrecadando um total de nove troféus incluindo Melhor Filme e Melhor Actor.
São os vencedores:
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Filme: La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Primeira Obra: El Sueño del Mara'Akame, de Federico Cecchetti
Documentário: Tempestad, de Tatiana Huezo
Filme Ibero-Americano: El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina) e Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Curta-Metragem de Ficção: El Ocaso de Juan, de Omar Deneb Juárez
Documentário - Curta-Metragem: Aurelia y Pedro, de Omar Robles e José Permar
Curta-Metragem de Animação: Los Aeronautas, de León Rodrigo Fernández
Realizador: Tatiana Huezo, Tempestad
Actor: Adrián Ladrón, La 4ª Compañía e José Carlos Ruíz, Almacenados
Actriz: Verónica Langer, La Caridad
Actor do Elenco: Hernán Mendoza, La 4ª Compañía
Actriz do Elenco: Martha Claudia Moreno, Distancias Cortas
Actor Secundário: Hoze Alberto Meléndez, Almacenados
Actriz Secundária: Adriana Paz, La Caridad
Revelação Masculina: Paco de la Fuente, El Alien y Yo
Revelação Feminina: María Evoli, Tenemos la Carne
Argumento Original: Maquinaria Panamericana, Joaquín del Paso e Lucy Pawlak
Argumento Adaptado: Almacenados, David Desola
Montagem: La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola, Francisco X. Rivera e Camilo Abadía
Fotografia: Tempestad, Ernesto Pardo
Música Original: El Sueño del Mara'Akame, Emiliano Motta
Som: La 4ª Compañía, Javier Umpierrez, Isabel Muñoz, Jaime Baksht e Michelle Couttolenc e Tempestad, Federico González Jordán, Lena Esquenazi e Carlos Cortés
Direcção Artística: La 4ª Compañía, Jay Aroesty e Carlos Cosío
Guarda-Roupa: La 4ª Compañía, Bertha Romero e José Guadalupe López
Caracterização: La 4ª Compañía, Carla Tinoco e Alfredo García
Efeitos Especiais: La 4ª Compañía, Luis Eduardo Ambriz
Efeitos Visuais: La 4ª Compañía, Ricardo Robles
Ariel de Oro - Carreira: Isla Vega e Lucero Isaac
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Mommy's Little Murderer (2016)

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Mommy's Little Murderer de Curtis Crawford é um telefilme canadiano cujo argumento da autoria de  Mark Sanderson e Christine Conradt - baseado na obra homónima desta última - centra a sua dinâmica em torno de Sadie (Emma Hentschel), uma jovem menina que cresce afastada da sua mãe num lar onde é privada de amor e atenção sendo que, mais tarde, irá opôr-se a todos aqueles que julga tentarem prejudicar a sua relação com a nova família.
Os momentos iniciais desta história levam o espectador a criar uma breve empatia com esta jovem que, percebe, ser vítima de um conjunto de abusos físicos e sobretudo psicológicos por parte daqueles que estariam - em teoria - no seu círculo primário de desenvolvimento... a família. Afastada de uma mãe que tenta recuperar a sua vida após uma trágica perda e tendo como único modelo de desenvolvimento a tirania de família que vê nela um problema e um obstáculo, "Sadie" desenvolve competências de uma sociopatia violenta levando-a a pisar a fronteira que separa a lucidez de alguém em constante risco de abraçar uma loucura latente.
Se o argumento até este momento parece ser interessante ao explorar a dinâmica da doença mental infantil bem como os comportamentos atípicos de uma criança que se espera com um desenvolvimento social tradicional de interacção e cumplicidade com os seus pares, a realidade é que esta abordagem termina quando percebemos que a personagem interpretada pela jovem Emma Hentschel cedo se transforma numa assassina implacável de quem ninguém desconfia ou tão pouco teme. Sem questões aparentes por parte de quem a rodeia neste que é o seu (agora) lar tradicional e amistoso, a jovem entra numa espiral de livre violência difícil de ser travada. Mommy's Little Murderer dificulta ainda mais a sua credibilidade quando, sem aparente justificação, esta jovem parece conseguir fazer tudo quanto lhe apetece sem que levante o mínimo de suspeitas dos adultos - assumidamente muito menos inteligentes que a própria - que vêem nela uma singela e simpática criança que, apesar de não ter desenvolvidas as suas competências sociais, circula por todos os espaços como uma adulta bem formada e com recursos suficientes para ser independente. Assim, e ainda que consigamos acompanhar este filme de forma até relativamente ligeira, Mommy's Little Murderer deixa uma leve sensação de incredulidade quando paramos para pensar sobre até que ponto seria possível esta criança ter uma astúcia tão apurada como - dentro do género - o "Kevin" de Macaulay Culkin em Home Alone (1990), se bem que aqui para um lado perverso e macabro que dificilmente se explica... ou talvez não, pois é detrás do rosto mais angelical que (normalmente) se esconde o verdadeiro mal.
Entre incredulidade e repulsa que o espectador sente pelas acções da protagonista - ou talvez sentida para com as demais personagens que parecem centradas num mundo paradisíaco que não existe - Mommy's Little Murderer vagueia pelos meandros de um thriller moderno (pouco explorado) ao estilo de Orphan (2009) mas onde a protagonista é - ao contrário daquela desta última obra referenciada - literalmente uma criança. Existe o mal assim tão bem travestido?!
Capaz de agarrar o espectador ao longo dos seus extensos noventa minutos muito graças à dinâmica da protagonista, Mommy's Little Murderer fragiliza apenas na relação desta com as demais personagens e interpretações bem como na coerência entre acções e protagonista... nem sempre é fácil para o espectador acreditar que uma criança tivesse astúcia para os actos aqui por ela cometidos. E, não sendo um (tele)filme exemplar no género, Mommy's Little Murderer consegue cumprir a sua função de entretenimento.
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5 / 10
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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Casa (2017)

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A Casa de Rui Simões é um documentário português criado no âmbito do programa de apoio ao audiovisual da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa que centra a sua temática em torno da criação da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, local de residência dos estudantes oriundos da África Colonial Portuguesa durante o regime do Estado Novo.
Tentada inicialmente como o ponto de encontro de todos os estudantes que chegavam à metrópole vindos da África Portuguesa, a Casa dos Estudantes do Império cedo se tornou como um local de fácil controlo - para e pela máquina do Estado Novo - das intenções e acções dos mesmos que eram assim investigados bem como as suas simpatias para com os movimentos independentistas em África e a sua posição anti-Guerra Colonial. De local de confraternização a ponto de encontro de diferentes ideologias, a Casa dos Estudantes do Império viu "nascer" muitos daqueles que seriam os futuros líderes dos novos países africanos de língua portuguesa como Agostinho Neto ou Amílcar Cabral.
Composto por duas vertentes muito específicas, A Casa versa, por um lado, sobre a busca de factos e documentos históricos de uma Lisboa controlada pela ditadura salazarista que é, através dos testemunhos de alguns dos antigos estudantes da CEI, ilustrada à luz daqueles que vinham das então colónias. Por outro, A Casa revela ainda através da sua vertente de ficção, momentos dessa vivência e confraternização estudantil, da vida de boémia àquela dos eventos culturais, dos seus estudantes e das conversas "à porta fechada" que anteviam os movimentos que viriam a desencadear as esperadas elites das colónias e futuros líderes de países (esperados) independentes.
Alternando entre os dois momentos - documentário e ficção - A Casa revela ainda a Lisboa de hoje e de então através dos testemunhos daqueles que por ali passaram. De intervenientes de Angola a Moçambique sem esquecer Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, este documentário é um importante e interessante documento sobre a História Portuguesa de então ainda tão pouco explorada e estudada pelo nosso cinema. Poucos são os documentos cinematográficos que exploram este período da nossa História possibilitando assim ao espectador conhecer um pouco mais dos idos anos da ditadura e da repressão e controlo que se faziam sentir. Aqui, e contrariamente ao que podemos encontrar noutros documentários do género que documentam a vida dos portugueses da metrópole, A Casa versa sobre aqueles que chegavam das colónias para a Lisboa capital do dito Império, sobre os seus ideais de vida nas suas regiões de origem em oposição àquela tida e sentida na sua nova casa - e vida - em Lisboa, e como também na metrópole a cor da sua pele obrigava a uma distinção em relação aos seus direitos, privilégios e, de certa forma, nacionalidade.
A Casa, a mais recente obra de um conjunto irrepreensível de documentários sobre a portugalidade já documentados por Rui Simões, é assim não só um documento sobre o Portugal ultramarino vivido na metrópole mas também um importante estudo sobre o Portugal colonialista pré-1974 do qual ainda tanto existe por dizer, conhecer e reflectir.
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7 / 10
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sábado, 8 de julho de 2017

Nelsan Ellis

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1978 - 2017
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Elsa Martinelli

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1935 - 2017
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