domingo, 28 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Selecção Oficial 2017: os vencedores

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Foram há instantes revelados os vencedores dos prémios da Selecção Oficial da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes.
São os vencedores:
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Palma de Ouro: The Square, de Ruben Östlund
Grande Prémio: 120 Battements par Minute, de Robin Campillo
Prémio do Júri: Nelyubov, de Andrey Zvyagintsev
Palma de Ouro - Curta-Metragem: A Gentle Night, de Qiu Yang
Menção Especial: Katto, de Teppo Airaksinen
Realizador: Sofia Coppola, The Beguiled
Actor: Joaquin Phoenix, You Were Never Really Here
Actriz: Diane Kruger, Aus dem Nichts
Argumento: Yorgos Lanthimos, The Killing of a Sacred Deer e Lynne Ramsay, You Were Never Really Here
Caméra d'Or: Jeune Femme, de Léonor Serraille
Prémio do 70º Aniversário: Nicole Kidman
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sábado, 27 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Prix FIPRESCI 2017: os vencedores

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Foram hoje divulgados os prémios atribuídos pela Federação Internacional de Críticos Cinematográficos (FIPRESCI) durante a 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes que termina amanhã dia 28 de Maio.
São os vencedores:
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Selecção Oficial: 120 Battements par Minute, de Robin Campillo
Un Certain Regard: Tesnota, de Kantemir Balagov
Quinzena dos Realizadores/Semana da Crítica: A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho
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Gregg Allman

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1947 - 2017
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Cinéfondation 2017: os vencedores

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O júri da secção Cinéfondation da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes presidido pelo realizador Cristian Mungiu anunciou hoje os seus prémios oficiais tornando-se estes alguns dos potenciais nomeados a Oscar na próxima edição.
São os vencedores:
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Primeiro Prémio: Paul est Là, de Valentina Maurel
Segundo Prémio: Heyvan, de Bahram Ark e Bahman Ark
Terceiro Prémio: Deux Égarés sont Morts, de Tommaso Usberti
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Un Certain Regard 2017: os vencedores

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O júri da secção Un Certain Regard da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes presidido pela actriz Uma Thurman anunciou hoje os seus prémios oficiais.
São os vencedores:
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Prix Un Certain Regard: Lerd, de Mohammad Rasoulof
Prémio do Júri: Las Hijas de Abril, de Michel Franco
Realizador: Taylor Sheridan, Wind River
Interpretação: Jasmine Trinca, Fortunata
Prémio à Poesia do Cinema: Barbara, de Mathieu Amalric
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Festival Internacional de Cinema de Cannes - Quinzena dos Realizadores 2017: os vencedores

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Foram hoje divulgados os vencedores dos troféus entregues na Quinzena dos Realizadores da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes que termina no próximo Domingo, dia 28 de Maio.
São os vencedores:
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Prémio Art Cinema: The Rider, de Chloé Zhao
Prémio Europa Cinemas Label: A Ciambra, de Jonas Carpignano
Prémio SACD: Un Bon Soleil Intérieur, de Claire Denis e L'Amant d'Un Jour, de Philippe Garrel
Prémio Illy - Curta-Metragem: Detour a Genoa City, de Benoît Grimalt
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José Manuel Castello Lopes

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1931 - 2017
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Premios Fugaz - al Cortometraje Español 2017: os vencedores

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Foram ontem anunciados os vencedores dos Prémios Fugaz entregues à curta-metragem espanhola, cuja primeira cerimónia se realizou na Cineteca Madrid e cujo grande vencedor foi Como Yo Te Amo, de Fernando García-Ruiz Rubio.
São os vencedores:
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Curta-Metragem: Como Yo Te Amo, de Fernando García-Ruiz Rubio
Realizador: Carlos Solano, Extraños en la Carretera
Direcção de Produção: Javier Sanjuán, Como Yo Te Amo
Actor: Luis Callejo, Vida en Marte
Actriz: Isabel Gaudí, Tiempos Muertos
Argumento: Julián Merino e Karin Wolf, The App
Montagem: Andrés Talegón, Como Yo Te Amo
Fotografia: Guillem Oliver, Sputnik
Guarda-Roupa: Ana Llorca, Sputnik
Fugaz Homenaje: Miguel Rellán
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Festival Internacional de Cinema de Cannes - Semaine de la Critique 2017: os vencedores

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Foram ontem revelados os vencedores da 56ª edição da Semaine de la Critique do Festival Internacional de Cinema de Cannes.
São os vencedores:
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Grand Prix Nespresso: Makala, de Emmanuel Gras
Prix Révélation France 4: Gabriel e a Montanha, de Fellipe Gamarano Barbosa
Prix Découverte Leica Cine - Curta-Metragem: Los Desheredados, de Laura Ferrés
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Prix Fondation Gan à la Diffusion: Gabriel e a Montanha, de Fellipe Gamarano Barbosa
Prix SACD: Ava, de Léa Mysius
Prix Canal+ - Curta-Metragem: Najpiekniejsze Fajerwerki Ever, de Aleksandra Terpinska
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Perdidos (2017)

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Perdidos de Sérgio Graciano é a mais recente longa-metragem do realizador de Assim Assim (2012), Njinga, Raínha de Angola (2013) e do recentemente estreado Uma Vida à Espera (2016) aqui numa adaptação livre de Open Water 2: Adrift (2006), de Hans Horn onde Ana (Dânia Neto) e o marido Jaime (Diogo Amaral), Daniel (Afonso Pimentel) e a nova namorada Margarida (Catarina Gouveia), Laura (Dalila Carmo) e Vasco (Lourenço Ortigão), um grupo de amigos que se reúne para celebrar o aniversário deste último, se encontram inadvertidamente numa situação limite quando, depois de se lançarem à água, percebem que a escada de regresso ao barco não se encontra lá.
Perdidos em alto mar sem ninguém que os socorra, os dramas e a tensão psicológica começam a manifestar-se deixando-os dependentes de uma esperança que parece tardar.
Ainda que manifestamente um opositor aos remakes - afinal, não existem tantas e tantas histórias que merecem ser reveladas e contadas?! -, especialmente quando estes se revelam através do cinema português que tem de si originalidade suficiente para não se resumir a repetir aquilo que já foi feito, este Perdidos revelava logo de início alguns elementos que apelavam à minha atenção; a realização de Graciano que já entregou provas suficientes da sua obra tanto no cinema como na televisão, o argumento (adaptado) de Tiago R. Santos e claro, o conjunto de actores que se destacam nas inúmeras produções televisivas que tantos de nós seguem diariamente. Dito isto, será assim tão importante estarmos perante um remake - o primeiro de uma obra internacional - no cinema português?! Não, nem por isso.
A história aqui segue muito daquilo que qualquer espectador mais atento terá visto em Open Water 2: Adrift (2006), e a dinâmica criada tanto no espaço como os diversos intervenientes acaba por - à escala e ao contexto - seguir os mesmos propósitos da obra mencionada. Desta forma, o que nos poderá ligar directamente a este filme de Graciano? Simples... os seus actores.
Convencidos que ficamos - muito cedo até - de que esta história não irá divergir em muito da longa-metragem alemã de 2006, o espectador segue de forma mais atenta as dinâmicas (re)criadas entre os actores deixando-se seduzir pelas aparentes histórias (ainda) por contar que, lentamente, vão sendo reveladas. A primeira dessas dinâmicas prende-se com o casamento de "Ana" e "Jaime". À data pais de um jovem bebé, o casal revela passar por uma crise cuja origem não é  perceptível. Percebemos que "Ana" sofre de depressão pós-parto e que aparenta estar relativamente distante do seu filho. Percebemos que "Jaime" tenta salvar o casamento mantendo um silêncio ruidoso sobre aquilo que o afecta mas, ao mesmo tempo, conseguimos antever que o mesmo não irá durar durante muito mais tempo talvez porque neste encontro com os amigos da sua mulher esteja presente o seu ex-namorado de adolescência pactuando ambos, no entanto, com a imagem de um casal feliz que não deve ficar abalada durante este fim-de-semana que se avizinha "perfeito".
A segunda das dinâmicas aqui presentes passa pela relação de amor não confessado entre "Laura" e "Vasco" que a diferença de idades parece (para ele) ter sido um entrave subconsciente para confirmar o que sentia. "Poderá uma mulher mais velha gostar de um miúdo?" deixa ele escapar pelas suas palavras algures no tempo revelando(-lhe) que afinal sempre esteve apaixonado por ela. Entre um conjunto de piadas, brincadeiras e humor, ambos deixam escapar que sempre existiu uma empatia e atracção que - até então - não fora devidamente confirmada mas que no futuro próximo... "porque não?!"...
Finalmente existe "Daniel"... aquele que, por entre o grupo, sempre teve tudo o que quis... dinheiro, mulheres e objectos - deixando escapar a noção de que todos são praticamente o mesmo -, e que sempre se distanciou de tudo quando o teve como adquirido. É por ele que todos estão novamente juntos e ainda que lhe reconheçam a capacidade de os mobilizar... todos deixam escapar uma certa animosidade para com ele. No fundo, agem como aquele amigo que todos têm mas que na prática pouco se preocupam com ele... Melhor... com ele preocupam-se na medida proporcional àquilo que ele sempre revelou das relações - sentimentais e de amizade - que desenvolvera com todos os demais.
É então que perante este cenário não tão idílico como se deixa inicialmente transparecer que todos se preparam para o tal fim-de-semana em alto mar onde a diversão e as memórias confirmam a união que todos nutrem... ou talvez não...  e até que ponto se deixaram, afinal, distanciar daqueles jovens que, em tempos, haviam sido e conhecido.
Sem revelar grandes detalhes, pois afinal... são esses que todos querem ver na realidade, o argumento de Perdidos torna-se mais frágil naquilo onde poderia realmente distanciar-se da longa-metragem na qual se inspira, ou seja, conseguir aprofundar a dinâmica entre as suas personagens bem como os conflitos internos que cada uma delas parecem revelar. Dito de outra forma, se todos nós acompanhamos aquela primeira metade de Perdidos conscientes que existem histórias por detrás da história de cada um deles, a segunda metade desta longa-metragem apenas revela que todos esses enredos foram preparados sem que, na prática, fossem cozinhados como o espectador esperaria. Assim, e para lá do "acidente" que catapultaria cada um deles para um fim mais ou menos trágico - cada um dentro do seu próprio desespero -, aquilo que o espectador recebe no final é, no fundo, toda uma dose de trabalho de actor que dentro das possibilidades da sua "realidade" se torna possível trabalhar para a dinâmica de perdidos... em alto mar.
É quando confrontados com uma potencial morte que todos acabam por revelar as suas paixões (ao outro), a sua fidelidade (a um casamento) ou até mesmo um desprezo por aquilo que a imagem do outro representa (sobre "Daniel"). É face ao desespero final onde a morte finalmente se anuncia que se deixa perceber que nem tudo o que aparentava estar perdido o está de facto. Que nem tudo o que parece perfeito... afinal o é ou mesmo que nem todas as esperanças e desejos de um amor até então não confessado estão finalmente perdidas... pelo menos não no tal sentimento vivido mas sempre silenciado.
Perdidos é talvez isto... a vontade de compreender que apesar de perdidos em alto mar, a sua vida foi sim perdida muito tempo antes com pequenos caprichos de uma vida que se distanciou de objectivos, de propósitos ou até mesmo de ambições dando tudo como um facto adquirido que, com o tempo, se desvaneceu numa onda de desinteresse. No entanto, para ver esta linha narrativa mais explorada e, como tal, com um trabalho mais intenso sobre a exploração das respectivas personagens, teria sido interessante ver mais do passado de cada um ou, pelo menos, que aquela primeira metade da longa-metragem de Sérgio Graciano tivesse explorado mais a dinâmica de cada uma destas personagens, da sua ideia de vida não cumprida e claro... daquilo que cada um esperava poder vir a ser a mesma... reflectida num parco fim-de-semana de festa e celebração.
Ainda que Perdidos se assuma como uma longa-metragem competente, bem dirigida e com um trabalho de direcção de fotografia dinâmica que capta o melhor desse tal fim-de-semana de festa entregando à luz do sol reflectida nas águas do Atlântico aquilo que ela de facto tem de melhor (a sua imensa luz) - bravo Alexandre Samori -, é a pouco dinamização das histórias de cada uma das suas personagens que mais falta faz para tornar este filme maior e distanciar-se da sua obra de inspiração e do quão vaga ela na prática o é.
Positiva é ainda a entrega de um desempenho protagonista a Dânia Neto que se afirma muito bem como a mulher dividida entre um passado de certa folia e o seu papel como recente esposa e mãe, e todo um apontamento positivo a Diogo Amaral, Lourenço Ortigão e Catarina Gouveia (gostei, gostei e gostei) que conseguem uma simpatia inserção no contexto cinematográfico revelando que há muito mais por explorar para além das eternas novelas. E se por um lado Afonso Pimentel tem aqui o dito "protagonista" que necessitaria, no entanto, de muito mais exploração - novamente a dicotomia entre um passado e um presente que têm ambos, à sua medida, o seu "quê" de trágico - é Dalila Carmo que, uma vez mais, transmite todo um magnetismo que se desejaria ter sido mais explorado... percebemos o porquê de um afastamento dos amigos - de "Vasco" com quem desenvolve uma relação de amor e protecção - e de uma constante viagem pelo mundo mas, ao mesmo tempo, existe todo um mundo de uma tristeza que o seu olhar transmite sem que, no entanto, sejam realmente revelados. Belíssimo trabalho de cada um dos actores a nível individual e colectivo mas que, fosse o filme só um fim-de-semana de "confissões" mútuas... e teria sido um resultado bem mais intenso e por vezes até mais dinâmico.
De uma forma geral Perdidos assume-se como o filme que se propõe.... O filme "desastre" sem que este realmente suceda com um final relativamente esperado mas que poderia ter sido mais convincente e demarcado da obra original. Vale portanto como um simpático filme entretenimento onde se percebe a dedicação de cada um mas... podia ter sido mais... francamente mais.
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6 / 10
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Roger Moore

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1927 - 2017
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terça-feira, 23 de maio de 2017

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domingo, 21 de maio de 2017

Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - os vencedores

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Foram há instantes divulgados os vencedores dos Globos de Ouro SIC/Caras na categoria de Cinema, numa cerimónia que se realiza no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
São os vencedores:
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Filme: Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
Actor: Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
Actriz: Ana Padrão, Jogo de Damas
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Filme

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Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Actor

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Nuno Lopes, Posto Avançado do Progresso
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Globos de Ouro SIC/Caras 2017: Cinema - Actriz

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Ana Padrão, Jogo de Damas
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Shortcutz Viseu - vencedor de Abril

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O Shortcutz Viseu anunciou há instantes o vencedor do mês de Abril e, assim sendo, a mais recente das nomeadas ao troféu de Melhor Curta do Ano, sendo ela a curta-metragem A Terceira Metade, de Virgílio Pinto e Rodrigo Morais.
A curta-metragem junta-se assim a Post-Mortem, de Belmiro Ribeiro, A Rapariga de Berlim, de Bruno de Freitas Leal, Fosso, de Rui Costa, Paulo Varela, Ricardo Sousa, Bruno Lamelas e Vasco Simões, Marasmo, de Gonçalo Loureiro e a A Instalação do Medo, de Ricardo Leite como as nomeadas já conhecidas para o prémio de Melhor Curta-Metragem do Ano cuja vencedora será conhecida numa cerimónia a realizar em Setembro próximo no Carmo'81, em Viseu.
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Chris Cornell

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1964 - 2017
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terça-feira, 16 de maio de 2017

A Floresta das Almas Perdidas (2017)

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A Floresta das Almas Perdidas de José Pedro Lopes é uma longa-metragem portuguesa que recentemente foi exibida no FESTIn - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa na qual Carolina (Daniela Love) e Ricardo (Jorge Mota), dois completos estranhos se cruzam na mal fadada floresta onde todos planeiam encontrar o seu fim.
E quando parece que ambos procuram o seu final de um mundo do qual estão saturados, acontecimentos inesperados transformam a relação ali criada levando-os a um final diferente daquele que se fazia anunciar.
Depois de Survivalismo (2011) ou M Is for Macho (2013) onde José Pedro Lopes se destacou por histórias onde o terror e o suspense dominavam o ecrã, aqui o realizador e argumentista dirige uma história que se entende desde o primeiro instante como tendo um fundo onde o amor - ou a sua ausência - estão no cerne de todos os pequenos contos que aqui se cruzam. Logo de início o espectador vislumbra um sem fim de cadeados com promessas perdidas desse amor ausente e uma das primeiras citações desta longa-metragem chega através de um pensamento do pintor holandês Van Gogh que, também ele, sofria desse amor que não tinha... "A tristeza durará para sempre"... Uma tristeza por algo que não se alcança, por um sentimento não correspondido ou, até mesmo, por algo que uma vez tido se perdeu... Um amor (já) ido... Talvez aquele que é o maior terror desta obra de José Pedro Lopes resida nessa exacta ideia de que o amor ou melhor, a sua ausência, podem representar uma vida vivida na eterna solidão e, como tal, numa agonia insuportável à qual todos aqueles que dela padecem, resolvem pôr termo como a única solução encontrada para um fim (pouco) desejado.
Quando inseridos naquela floresta de almas perdidas, o espectador observa pelos olhares dos dois protagonistas, a quantidade de (des)iludidos que resolveu antecipar o seu próprio fim. Sem grandes referências aos seus motivos, subentende-se pelos elementos que já nos haviam sido fornecidos logo no início que o seu fim não se deve a problemas financeiros ou de saúde física, mas sim por uma debilidade psicológica inerente ao desgosto e à ausência de um amor que os complete. Um amor romântico, sentimental e até mesmo parental que os levou a questionar um lugar (inexistente) num mundo ao qual já não sentem pertencer. De almas alegres a caminhantes de uma penitência sem fim, poderão resistir num mundo onde (para eles) já nada parece fazer sentido? Poderá alguma vez esta ausência de amor ser colmatada?
Num mundo onde as respostas são escassas, principalmente quando em questões sentimentais onde a mesma não depende de uma vontade científica, A Floresta das Almas Perdidas entra então num domínio mais austero e soturno quando coloca o espectador perante uma importante e nunca colocada questão... o que aconteceria se perante o sofrimento alheio existisse alguém que tirasse proveito próprio? O que aconteceria se naquele instante final onde já nada parece fazer efeito mas onde - eventualmente - se procura uma última oportunidade, existisse alguém que revelasse que o único fim... é a morte? No fundo, e se naquele instante final alguém acelerasse o processo e se assumisse como um anjo do mal no local onde se procura o descanso eterno? Numa estranha e não tão invulgar semelhança, A Floresta das Almas Perdidas acaba por colocar, ainda que de forma metafórica, a questão que todos nós nos colocamos um dia... não existe sempre alguém que se aproveita do "nosso" sofrimento quando parece que a única coisa que procuramos é uma nova oportunidade?
No local mais improvável do mundo e onde todos aqueles que para lá se dirigem apenas procuram o silêncio prévio ao instante final, duas almas - não tão perdidas - encontram-se. "Carolina" (num claro amadurecimento profissional de uma sempre composta Daniela Love) aparenta ser uma simpática jovem com tudo bem planeado e definido. Nada que surja parece provocar um passo atrás nas suas decisões esperando apenas - para a sua concretização - "aquele" momento ideal. Com um ar cómico e descontraído, controlado mas despreocupado, "Carolina" é, no fundo, aquela jovem sobre quem o espectador questiona sobre as suas motivações... afinal, o que poderá uma jovem com os pés tão bem firmes na terra estar ali a fazer quando tudo o que diz parece ser de um controle total e absoluto sobre o seu próprio destino?! Por outro lado encontramos "Ricardo", um homem de meia idade que sofre um desgosto... O desgosto de uma filha ausente, de um lar relativamente desfeito onde todos parecem querer continuar menos ele que se deixou apropriar de uma solidão devastadora mas que, ainda assim, tenta convencer a jovem "Carolina" de que a sua aparente descontracção num espaço onde reina a tristeza não é a solução para a sua ainda tão jovem vida... Mas, lentamente, a pergunta instala-se... afinal quem terá mais experiência de vida?...
Enquanto a acção nesta parte do "mundo" parece decorrer de forma inesperada revelando um improvável vilão que emerge à custa do sofrimento alheio, o espectador é levado a uma nova protagonista: "Filipa" (Mafalda Banquart)... a filha de "Ricardo". "Filipa" é uma jovem atormentada com um lar relativamente desfeito... Se o pai parece perturbado com a morte da filha mais velha, a mãe parece querer continuar com a sua vida e não se deixar levar pelo desgosto... Pelo meio, está a jovem... quase invisível que luta apenas pela sua existência e pela forma como Tiago (Tiago Jácome), um namorado preocupado a vê e insiste em passar tempo com ela... No fundo, voltamos à eterna questão de que é o amor, e sua ausência, que tudo comanda... que a todos ordena... e que por todos (se) move num campo incerto... Surge... extingue-se... reaparece... desarma... e mata. O amor que a todos deu esperança e que, na sua ausência, deixou a tristeza que, já dizia o pintor holandês, "durará para sempre".
Mas permanece sempre uma questão inabalável e que por momentos pode ser ignorada pelo espectador... Afinal, quem é "Carolina"?! Quais as motivações desta jovem que tudo parece ter mas que vive distanciada - e quanto baste fascinada - pela desgraça sentimental dos demais? Se durante algum tempo o espectador poderá pensar que esta jovem interpretada por Daniela Love mais não é do que uma alma perdida que tenta, de certa forma, "recrutar" outras para encher o seu lago - o elemento natureza sempre muito presente e sabiamente incorporado em toda a dinâmica desta história (lago, floresta, campo...) -, são os instantes finais em que se revela uma jovem tão normal (ou banal?!) como as demais que nos suscitam a maior curiosidade... Será, ou estará, esta jovem tão alheada de um sentimento sentido por todos os demais que a única forma de se sentir "viva" é provocando e vivendo a morte de todos aqueles que a procuram? Existirá vida para lá da sua aparente insensibilidade ou o tal "click" que a faz mover é apenas graças à vontade de parar dos demais? No final... quem a terá incumbido da função de acabar com a tristeza alheia como se isso fosse o remédio ou a resposta para que tudo o demais existisse e vivesse numa eterna alegria?
No fundo, a grande questão aqui colocada com A Floresta das Almas Perdidas não é tanto sobre as inúmeras almas desistentes ou sofredoras - e perdedoras - com a aparente ausência de amor mas sim sobre aquelas inúmeras almas que vivem e experimentam o terror através das suas vidas banais e sem objectivos. Aqueles que se concentram única e exclusivamente na existência dos demais como se a sua (própria) salvação fosse apenas alcançada com a desgraça e miséria alheia. Afinal, como poderá essa existência banal ser validada senão através da expropriação da vida do "outro"?
José Pedro Lopes filma assim uma improvável história de terror que não se prende tanto com a existência de uma alma ou existência sobrenatural mas sim um terror próximo, que pode co-habitar os mesmos espaços, os mesmos locais e as mesmas experiências, apropriando-se delas e espoliando os outros de um livre arbítrio... Almas (perdidas) que se alimentam das incertezas, dos receios, dos desgostos e das perdas daqueles com quem se cruzam, utilizando-os em benefício próprio e ridicularizando as suas experiências como determinantes para a condução até àquele momento final e de eminente desgraça. O terror estará assim não tanto nas mãos de entidades dessas ditas entidades sobrenaturais mas sim daqueles que (se) chegam com nobres intenções mas que se revelam como emissários de uma fatalidade que fomentam e alimentam para simplesmente se sentirem bem com uma "nobre acção" que acarinharam.
Com uma dosagem mórbida sobre a triste realidade da sociedade dos nossos dias onde tudo é efémero e distante, A Floresta das Almas Perdidas afirma-se num campo de terror onde este se alcança pela não tão improvável realidade diária - que é sim bem palpável - e por todo um conjunto de elementos técnicos que fomentam o pouco terreno que algumas das suas sequências exibem, nomeadamente no interior de uma floresta que se assume com o seu próprio dinamismo e aura levando o espectador ao patamar do irreal... Nesta floresta questionam-se as atmosferas, as histórias e principalmente a incerteza da convicção entre o tal terreno versus o áureo e o espectador perde-se num dilema (momentâneo)... estaremos nós perante uma história onde as almas recentes são guiadas por uma guia que atravessou as mesmas questões existenciais ou, por sua vez, todo este purgatório é mais real do que um (não) paraíso onde todos acabam por pagar a sua própria penitência?
Com uma excelência técnica a nível da direcção de fotografia e da música original que remetem o espectador para uma história sobre a perda e o limbo, A Floresta das Almas Perdidas faz destacar Daniela Love, uma actriz em constante crescimento profissional e que aqui dá corpo e uma estranha alma a uma anti-heroína que salva através do auxílio à morte, que purga em nome do fim da tristeza mas que, afinal se revela como apenas mais uma solitária que tudo faz para querer encontrar o seu espaço num mundo onde tudo aparenta ter mas no qual tudo lhe falta e pôr um fim à tal tristeza (que dura para sempre) que sente, não controla e aos poucos a transformou numa apática.
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"Voz Off: A tristeza durará para sempre."
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7 / 10
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domingo, 14 de maio de 2017

Powers Boothe

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1948 - 2017
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IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente 2017: os vencedores

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Competição Internacional
Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa: Viejo Calavera, de Kiro Russo (Bolívia/Qatar)
Prémio Especial do Júri Canais TVCine & Séries: Arábia, de Affonso Uchôa, João Dumans (Brasil)
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Competição Internacional - Curtas-Metragens
Grande Prémio de Curta-Metragem: Wiesi, de Zofia Kowalewska (Polónia)
Ficção: Le Film de l'Été, de Emmanuel Marre (França/Bélgica)
Documentário: The Hollow Coin, de Frank Heath (EUA)
Animação: 489 Years, de Hayoun Kwon (França)
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Competição Nacional
Prémio Allianz - Ingreme para Melhor Longa Metragem Portuguesa: Encontro Silencioso, de Miguel Clara Vasconcelos
Prémio Ingreme para Melhor Curta Metragem Portuguesa: Miragem Meus Putos, de Diogo Baldaia
Prémio Novo Talento FCSH/Nova - Curta Metragem: Flores, de Jorge Jácome
Prémio Walla Collective - Melhor Filme da Secção Novíssimos: Os Corpos que Pensam, de Catherine Boutaud
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IndieMusic
Prémio Indiemusic Schweppes: Tony Conrad: Completely in the Present, de Tyler Hubby (EUA/Reino Unido)
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Prémio Árvore da Vida: Antão, o Invisível, de Maya Kosa e Sérgio da Costa (Suíça/Portugal) e Num Globo de Neve, de André Gil Mata (Portugal)
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Prémio Amnistia Internacional: Find Fix Finish, de Mila Zhluktenko e Sylvain Cruiziat (Alemanha)
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Prémio Universidades: El Mar la Mar, de Joshua Bonnetta e J.P. Sniadecki (EUA)
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Prémio Escolas: Le Fol Espoir, de Audrey Bauduin (França)
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Prémios do Público
Longa-Metragem: Venus, de Lea Glob e Mette Carla Albrechtsen (Dinamarca/Noruega)
Curta-Metragem Crocs: Scris/Nescris, de Adrian Silisteanu (Roménia)
IndieJúnior Escolas DoctorGummy: Litterbugs, de Peter Staney-Ward (Reino Unido)
IndieJunior Famílias Trina: The Sled, de Olesya Shchukina (Rússia)
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sábado, 13 de maio de 2017

Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción 2017: os vencedores

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Terminou hoje a oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorreu desde o passado dia 8 de Maio em Santander, Torrelavega e Piélagos, na Cantábria, em Espanha festival no qual tive a honra de, pela terceira vez, participar enquanto seu programador oficial.
Foram os vencedores:
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Prémio Dunas de Liencres
Internacional: The Ravens, de Jennifer Perrott
Nacional: La Invitación, de Susana Casares
Cantábria: 30 Minutos con Laura, de Juanjo Haro
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Prémio Costa Quebrada
Social: The Resurrection Club, de Guillermo Abril e Álvaro Corcuera
Realizador Revelação: Amo, de Alex Gargot
Prémio da Crítica: Manuscrit Trouvé dans l'Oubli, de Eugenio Recuenco
Menções Honrosas: Encerrada, de Rogelio Sastre e Lurna, de Nani Matos
Prémio do Júri Jovem: As Vacas de Wisconsin, de Sara Traba
Menções Honrosas: Postales, de Pablo Santidrián e Inés Pintor Sierra e The Resurrection Club, de Guillermo Abril e Álvaro Corcuera
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Prémio Canallave
Realizador: Susana Casares, La Invitación
Direcção de Produção: Paz Otero, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Actor: Mikel Losada, Lituania
Actriz: Pilar Pereira, As Vacas de Wisconsin
Argumento: Hugo de la Riva, Campeón
Montagem: Antonio Gómez Pan, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Fotografia: Axel Cosnefroy, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Música Original: Ara Malikian, Le Chat Doré
Direcção Artística: Eric Dover, Manuscrit Trouvé dans l'Oubli
Guarda-Roupa: Felype de Lima, Le Chat Doré
Caracterização: Tamara Meco, Downunder
Efeitos Visuais: Pau Perramon, Bruce Gallagan
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Prémio Valdearenas: El Cine en Tus Manos
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Prémio de Distribuição: 30 Minutos con Laura, de Juanjo Haro
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Prémio #UnoCortoYRapidito: 1936, de Marcos Sastre
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Prémio #OneSequenceShot: Prólogo para el Fin del Mundo, de Fernando Sánchez
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Prémio #NoTeCortesHazTuCorto: Malas Abuelas, de Pedro García Argumosa (Oruña)
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

El Mercadillo (2016)

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El Mercadillo de Pedro Herrero García é uma curta-metragem de ficção espanhola presente na secção Social da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que amanhã termina na Cantábria, em Espanha.
Esta curta-metragem apresenta-nos duas mulheres já de idade avançada que em amena conversa se dirigem ao mercado. Mas este não é um dia qualquer e, para lhes fazer companhia, levam uma outra mulher bem mais jovem que, no entanto, não parece muito motivada para esta viagem.
Naquela que já poderá ser uma corrente cinematográfica do cinema espanhol dedicada quase exclusivamente à temática da crise - nunca em tão pouco tempo havia visionado uma quantidade tão grande de filmes curtos que se dedicassem com veemência a esta temática - El Mercadillo poderia ser facilmente considerado como "mais um" do género. No entanto, aquilo que aqui observamos não é uma obra qualquer. Herrero García não se centra nas pequenas grandes histórias motivacionais sobre a crise e o drama dos despejados ou tão pouco sobre alguém que perdeu o emprego e tem, agora, de encarar a sua vida sobre toda uma nova perspectiva. Não... Aqui o espectador observa outra realidade.
Longe dos despejos... longe da perda de trabalho e até mesmo longe dos dramas familiares que rodeiam todas estas temáticas, o realizador aqui leva o espectador àquilo que vulgarmente qualquer um de nós poderia apelidar como os efeitos ou as consequências de uma vida que se desmoronou lentamente e que agora se vê obrigada - a mulher mais jovem - a recorrer àquilo que nunca imaginou.
El Mercadillo não é sobre a dificuldade em efectuar as compras mensais... ou tão pouco sobre a falta de dinheiro. Aqui aquilo que observamos é quando esse já não existe e a fome aperta... Quando tudo o que resta é tentar as sobras indesejadas por aqueles que ainda conseguem (sobre)viver sem recorrer ao que é deitado fora como indesejado. Uma história sobre a situação limite de tantas e tantas pessoas que têm de se contentar com uma repetida refeição diária feita com tudo aquilo que, nos mercados, foi considerado lixo estando, no entanto, ainda em perfeitas condições de consumo.
No fundo, aquilo que El Mercadillo questiona - ou leva o espectador a questionar - é sobre o que sobre de "nós" quando recorremos a essas "sobras". Como nos definimos quando tudo o demais foi tentado e, sem sucesso, nos levou àquela condição limite de recorrer ao desperdício... ou "lixo"... que, uma vez esquecido e deitado fora, servirá agora de alimento àqueles que nada mais têm... Que sociedade é esta onde em vez de partilhar prefere desperdiçar e, apenas então, considerar "bom" para aqueles que nada têm...
Simples (ou talvez não), El Mercadillo cedo se apresenta como uma história sobre duas (ou três) amigas que falam de banalidades, da telenovela do dia anterior ou até mesmo sobre as dificuldades da vida sem que, no entanto, se assumam como "membros" desse clube não tão exclusivo que aumenta todos os dias. Mas, no final, aquilo que o espectador retém é uma história sobre a sobrevivência... sobre o ultrapassar vergonhas e embaraços últimos que têm de ser esquecidos em nome de uma possibilidade de observar um dia... um dia mais... o dia seguinte... Aquele em que - talvez - se possa voltar a uma condição não necessariamente mais nobre mas, pelo menos, uma em que o seu sustento não seja fundamentado com aquilo que os outros consideram como o "lixo" que fica para aqueles que pouco ou nada têm.
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8 / 10
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Lurna (2016)

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Lurna de Nani Matos é uma curta-metragem espanhola de ficção e uma das seis nomeadas na secção Social da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até amanhã dia 13 de Maio na Cantábria, em Espanha.
Lurna (Diaryatou Daff) é uma jovem mulher africana que sonha com uma potencial vida melhor. Poderá ela alguma vez tê-la numa terra que não é a sua?
Numa época em que tanto se questiona a entrada de refugiados nesta opulenta e em crise (de valores) Europa, a curta-metragem de Nani Matos não poderia ter chegado em melhor altura. Em Lurna acompanhamos as recordações de uma mulher que tem toda uma história por detrás da sua existência que comprova a sua luta e a sua viagem até uma Espanha onde agora se encontra. "Lurna" é portanto, mais do que uma simples mulher - que de simples nada tem - mas sim o rosto de todo um conjunto de homens e mulheres que atravessaram meio mundo com a promessa e a ideia de algo melhor do que aquilo que, até então, lhes tinha sido dado a conhecer na sua vida. Mas, no entanto, como todos as promessas de um el dorado inexistente, também agora neste admirável mundo novo, "Lurna" volta a sofrer às mãos de uma mafia que tudo exige e nada tem intenção de fazer cumprir.
Ao ritmo dos anunciados flashback, Lurna revisita toda a sua viagem até Espanha. Das carrinhas repletas de migrantes na mesma situação que ela às detenções pela polícia. Das ameaças de arma apontada aos bares de alterne e destes à consequente separação dos seus filhos tudo é, em breves minutos, apresentado nesta curta-metragem que reflecte este mundo novo - infelizmente não tão ficcionado como se poderia desejar - e uma vida pouco admirável.
A alma desta história é uma intensa Diaryatou Daff que consegue com a sua interpretação levar o espectador a toda uma nova dimensão aproximando-o de uma realidade assumida mas voluntariamente ignorada. Do submundo do crime a todo um sofrimento tido em silêncio, Daff prende o espectador ao ecrã graças a esta não verbalização de todo um passado que acima de tudo a envergonha. O espectador desconhece as origens de "Lurna" mas, no entanto, conhece todo este seu percurso até ao momento em que se encontra e sabe que a história desta personagem mais não é do que o rosto tido de tantas outras que escuta diariamente nos diversos noticiários. "Lurna" é portanto mais do que uma mulhe... um símbolo. Um símbolo de tudo o que se viveu... do que se perdeu... do que se sonhou sem nunca conquistar. É o rosto de uma vida de sonhos apagados, de esperanças perdidas e de momentos que se sentem (e percebem) mais não serem do que memórias idas de uma vida que se esperou. Para lá do desencanto está a perda... a perda daquele pouco que ainda se sentia poder possuir. A perda como a única referência possível de uma vida que se extingue e que lhe retirou todos os seus mais preciosos bens. No olhar de Daff temos tudo... e ela não necessitaria dizer absolutamente nada para que com ela o espectador criasse todas as empatias possíveis... Assim intensa é a sua interpretação.
Ainda que o espectador esteja perante uma história ficcionada, esta poderia ter sido retirada e inspirada nos inúmeros documentários e reportagens que diariamente inundam as nossas televisões. Ali a única coisa que pode, de facto, ser ficção é o nome e a identidade daquela mulher que, no entanto, representam tantas outras cujas histórias ocorreram mais ou menos dentro daquele relato. Desta forma, Nani Matos cria não só uma obra-prima do género pela veracidade dos factos que ali decide contar como sobretudo uma história com a qual aproxima as realidades destas pessoas deslocadas das sociedades onde elas chegaram tão opulentas de bens e por vezes tão cerradas àquilo que mais falta faz... o humanismo e a compaixão que qualquer um de nós desejaria ter quando chegados a outros territórios de onde não são originários.
Comovente... comovedora... intensa... forte... Lurna é uma curta-metragem simplesmente brilhante.
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8 / 10
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Encerrada (2016)

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Encerrada de Rogelio Sastre é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até ao próximo dia 13 na Cantábria, em Espanha e no qual tive o prazer de marcar presença enquanto programador oficial do festival.
Nora tem uma depressão e encontra-se no zoológico onde os animais a olham enquanto ela tenta comunicar com alguém pelo telefone. Nora sente-se só.
Naquela que é uma aparente analogia da sociedade moderna onde qualquer um de nós se encontra num mundo tecnologicamente desenvolvimento mas onde as relações pessoais e humanas perdem cada vez mais significado ou relevância, Encerrada é, portanto, a história de uma mulher presa num estado psicológico mais frágil que tenta desesperadamente contactar com aqueles com quem, em tempos, partilhou uma boa parte das suas histórias e que agora lhe estão distantes.
Perdida num aparente desespero, "Nora" é apenas observada por aqueles que, estranhamente, poderão sentir-se numa mesma condição que ela... enquanto a sua depressão a obriga a tomar uma constante quantidade de medicamentos dos quais se queixa de forma vã ao telefone, também aqueles animais parecem presos num mundo diferente - e igualmente distante - do seu habitat natural que lentamente os doma a um estado não natural. Se "Nora" se encontra solitária na sua "selva urbana", também aqueles que agora a observam "compreendem" o seu isolamento por serem vítimas de um mal semelhante que os condiciona nos seus movimentos e liberdades inatas. "Nora" vive portanto a sua própria prisão... também ela a céu aberto... que a aprisiona a uma ilusão de liberdade que não sente não só pela medicação a que está sujeita como também pela ânsia que todos os locais lhe parecem conferir deixando-a apenas "livre" naquele zoológico onde tanta estabelecer uma qualquer comunicação. Tal como os demais animais, "Nora" é assim uma réstia da mulher que outrora fora limitando-se a deambular por espaços que aparentam permitir-lhe essa tal liberdade mas que, na prática, mais não são do que ilusões que a permitem ir sobrevivendo.
Com um interessante argumento que explora a analogia entre Homem versus Animal presos na liberdade das sociedades modernas, Encerrada fragiliza, no entanto, na sua vertente prática quando, num mise en scène, se perde na turbulenta concretização da história revelando algum amadorismo que transforma esta história de semelhanças entre os vários intervenientes num conto banal repleto de boas intenções mas assumidamente perdido na sua tentativa de concretização. Ainda que o potencial narrativo exista ele fica, na prática, ausente desta história da qual o espectador apenas pode retirar a boa intenção com a qual o seu realizador pretendeu contar uma história sobre os problemas de uma sociedade onde tudo parece correr mais depressa do que aquilo que a mente humana consegue inicialmente processar.
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3 / 10
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El Tren de las 8 (2016)

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El Tren de las 8 de Ross Manso é uma curta-metragem espanhola presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre na região espanhola até ao próximo dia 13 de Maio.
Bruno, Noé e Gustavo são três irmãos que se dirigiram para um bosque onde planeiam enterrar um corpo. Depois de uma discussão, Bruno - o mais novo - entra pelo bosque indo parar a um terminal de comboios onde todo um conjunto de personagens esperam pacientemente pelo das oito horas.
Aquilo que começa como uma mais ou menos inspirada história de gangsters e mafiosos que saíram do seu último crime cedo se transforma numa enigmática história sobre uma qualquer perdição da qual os seus protagonistas foram alvo. Nem sempre perceptível naqueles instantes iniciais que remetem o espectador para um conto de vingança e fuga mas El Tren de las 8 é um pouco mais do que um simples filme onde os malfeitores procuram ficar e dividir aquilo que pilharam.
Nem sempre perceptível ao longo da sua história mas é - para o espectador - a viagem de "Bruno" aquela em que deste lado do ecrã merece a maior atenção. Distante dos objectivos dos dois irmão, "Bruno" entra por um caminho por entre o bosque onde vai dar a uma estranha plataforma de um terminal de comboios perdida no meio das árvores onde várias personagens parecem esperar intemporalmente por um comboio que nunca mais chega. Pergunta-se o espectador se esta espera se prende com algo mais do que com uma simples viagem para a cidade mais próxima... ou até mesmo se estas personagens que ali esperam se encontram dentro do mesmo espaço terreno em que "Bruno" se encontra. Desfeitas algumas dúvidas, aquilo que nos espera é então uma história que se aproxima de uma redenção algo sobrenatural onde todos parecem esperar a sua penitência e a sua oportunidade num "além" que está, afinal, mais perto do que aquilo que se poderia imaginar.
No entanto, e se o argumento de El Tren de las 8 parece sedutor pela mescla de história de vingança que encontra a sua plataforma sobrenatural, a dinâmica das suas personagens e algumas interpretações mais fragilizadas tolhem todo o conjunto desta curta-metragem que quer pela sua duração quer pelas deficiências narrativas com que o espectador se vai deparando com uma história que se prolonga para lá daquilo que seria aceitável e compreensível de e para com o seu argumento.
O purgatório aqui assumido como aquele terminal perdido no meio de um bosque (imaginado?) onde todos penam pelos seus pecados e esperam por uma sentença que pode levar toda uma (além) vida é, no conjunto desta curta-metragem, o ponto mais forte e que lhe confere toda uma estranha mas original dinâmica, distanciando a tradicional imagem do mesmo e conferindo-lhe um aspecto mais terreno com o qual todo o espectador poderá criar uma ligação... afinal, quantos de nós já não (des)esperámos por um transporte que aparentava nunca mais chegar?! Mas, no entanto, se esta originalidade aqui sentida credibiliza todo o trabalho final... a falta de inspiração de algumas das suas personagens (interpretações) retiram a dinâmica até então sentida parecendo que cada um ruma numa direcção oposta sem saber quando chegar a bom porto... de um eventual desnorte a um erro/fragilidade na direcção de actores, El Tren de las 8 parece provocar no espectador o mesmo sentimento que aquelas personagens perdidas aparentam... uma total perda do seu sentido de orientação que o leva a questionar-se sobre o seu próprio porto ou objectivo...
Desta forma, e ainda que as boas intenções e a verve de originalidade se sintam presentes, El Tren de las 8 perde-se pela vontade de contar uma história que se alonga... e alonga... para lá daquilo que o seu argumento permitia originalmente, constituindo-se este como o seu maior déficit de dinamismo e o suficiente para criar desconexão entre público e história.
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5 / 10
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The Trader (2017)

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The Trader de Manuel Alvarez Diestro e Sergio Belinchon é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre até ao próximo dia 13 de Maio na região espanhola.
Um corretor da bolsa embarca numa estranha e improvável viagem numa busca pelo local onde pode finalmente libertar-se do mundo em que vive.
Claramente metafórica, esta curta-metragem espanhola dá corpo a todo um imaginário de reflexão do "homem" que se afasta - ou abandona? - do mundo atribulado em que vive. Ao longe o espectador escuta os ruídos de uma cidade em constante movimento, das suas várias ocupações aos seus vários habitantes "diurnos" e, por entre o mesmo, reina um permanente anonimato que o coloca - ao homem - num isolamento urbano entre tantos outros da sua espécie. Percorrendo toda uma planície acidentada, este homem atravessa todo um deserto - talvez o seu refúgio mental - que o posicionam distante do seu quotidiano e da sua rotina sem que, no entanto, abstraia o espectador daquele espaço de onde ele provém. Para o bem e para o mal estamos ali, com ele, numa cidade percebida mas não visível e, aos poucos, percebemos que ele é uma das suas partes mas não suficientemente importante para que dela se consiga distanciar... ela acompanha-o... ele vive-a... Ambos sentem-se.
Apenas percebemos que ele está brevemente abstraído do espaço quando, perante toda uma imensidão natural, aquele homem se despe como se no interior do seu espaço (talvez da sua casa) se encontrasse e entra na água como se da sua própria banheira se tratasse. Estará (será?) todo este ambiente natural como que um mero elemento subconsciente da vivência do Homem - no seu sentido lato - que o abraça como o seu escape mas o assume como o seu covil?
Dotado de uma direcção de fotografia que se assume como uma personagem silenciosa de The Trader e uma edição de som que compõem - e muito - toda a dinâmica da viagem que este homem enceta - afinal, é através do som que o espectador consegue captar muita da dimensão sensorial que se espera desta história -, a curta-metragem de Alvarez Diestro e Belinchon perde-se, no entanto, na sua incapacidade de relatar uma vertente de ficção que transmita facilmente o seu objectivo mantendo-se portanto numa plataforma experimental que confere ao seu público toda a manobra para interpretar livremente a sua mensagem. Este factor tanto lhe permite - ao espectador - perceber esta viagem como um espace voluntário de uma vida no rebuliço de uma cidade sempre em movimento (tal como o protagonista que avança rumo a nenhures de forma anónima) como, por sua vez, encará-la como uma viagem monótona, interminável e (in)voluntariamente exasperada permanecendo numa dinâmica de positivo versus negativo conferida pela percepção de cada um.
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6 / 10
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Pompas de Jabón (2016)

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Pompas de Jabón de Patricia Hernández é uma curta-metragem espanhola de ficção e uma das cinco nomeadas na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción que decorre na referida região espanhola até ao próximo dia 13 de Maio.
Duas mulheres e uma verdade escondida. Dois destinos e a vontade de um caminho cruzado em comum. Coração ou razão... qual deles sairá como vencedor?
Numa história que oscila entre o drama amoroso e a redenção sentimental, Pompas de Jabón apresenta ao espectador a vivência de duas mulheres que partilham e trilham um mesmo caminho. Se uma delas vive dividida entre a vida que teve - aquela trilhada pela razão e pelo moralmente aceitável pela sociedade - e aquela que sente ser a sua - dominada pelo seu coração e respectivos sentimentos - e uma outra mais jovem que, fruto de uma mentalidade mais aberta e um complexo ultrapassado, encara as razões do coração com uma espontaneidade diferente da primeira. Ambas percorrem no silêncio dos seus corações e na privacidade dos seus espaços, um caminho que as une pelo sentimento, pela paixão, pela entrega e pelo amor deixando, lá para trás, todos os preconceitos que uma sociedade pouco habituada à mudança ainda espelham.
Para a mulher mais velha, ainda dominada por um passado já vivido, permanecem as dúvidas existenciais e a vida familiar que, não esquecendo, resguarda num passado já experimentado. Agora tenta viver o presente e aquele amor que sempre dominou os lugares mais escondidos de um coração que, à sua medida, viveu anos num sofrimento desesperante à espera do tal dia onde pudesse finalmente viver aquilo que sentia... e exprimia com breves e pontuais olhares escondidos e tolhidos pela repressão. Viver antes que seja tarde demais ou, por sua vez, continuamente esconder o seu "eu" que tanto desesperava por (agora) viver?
Com uma dinâmica e passada temperada por vários silêncios que tentam comunicar com o espectador, Pompas de Jabón transmite uma interessante mensagem graças ao seu moderado argumento mas que as moderadas interpretações das suas duas actrizes (por vezes) não deixam voar para lá dessa contenção. Se percebemos o drama sentido e vivido por ambas as personagens, não deixa de ser uma realidade que as mesmas vivem uma constante auto-repreensão que difícil e esporadicamente consegue chegar ao espectador enquanto um sofrimento de um amor vivido mas não completo pelo medo da pressão alheia e de todos aqueles não tão breves pensamentos sobre o que se poderá perder se ele fôr consumado para uma sociedade nem sempre tolerante.
Apaixonada mas contida, Pompas de Jabón mantém-se a uma longa distância do filme que poderia ter sido mantendo-se, na sua quase totalidade, na esperança de se afirmar enquanto uma história que se permite ler nas entrelinhas onde o espectador cria empatia com um sofrimento de duas personagens que esperam o momento no qual possam reclamar, em toda a plenitude, o momento em que finalmente "vivem".
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5 / 10
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30 Minutos con Laura (2017)

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30 Minutos con Laura de Juanjo Haro é uma curta-metragem espanhola de ficção presente na secção Cantábria da oitava edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cortometrajes de Ficción a decorrer até ao próximo dia 13 de Maio na Cantábria, em Espanha.
Laura (Laura Heredero) tem uma vida complicada... e agora um novo homem (Javier Uriarte) entrou na sua vida. Irá Laura sair desta sua aparente existência?
Juanjo Haro cria com este genial argumento aquilo que todo e qualquer espectador anseia numa história, ou seja, a capacidade de não ter nenhuma margem de desatenção que lhe permita sequer olhar para o lado. Sim... estamos perante uma daquelas histórias que pedem - e até exigem - que durante os seus mais ou menos breves instantes detenham o espectador como seu refém.
Inicialmente o espectador pensa que está perante uma qualquer banal história mais ou menos romântica que o vá distrair durante uns quantos minutos. No entanto, aquilo que 30 Minutos con Laura lhe confere é algo que vai bem mais longe do que os referidos trinta minutos que se supõe ir durar a acção deste conto moderno. Aqui, acompanhamos um conto sobre a memória... A memória de uma mulher sobre os seus espaços do passado, sobre as suas histórias e sobre as recordações que guarda de uma vida mais ou menos feliz... mais ou menos atribulada mas que, percebemos, mais não é do que um pequeno lugar da sua já extensa memória. Mas, no entanto, e se essa memória escondesse por detrás da sua componente idílica algo mais do que a positividade de uma relação tida até então? O que aconteceria se, por detrás de todos os acontecimentos de uma vida, se escondesse algo mais negro e terminal que agora já não lhe pertencem. No fundo, e se agora depois de toda uma vida com um significado inabalável se escondesse toda uma história de traição, ciúme, paixão e loucura que têm - como tudo na vida - as suas consequências mais ou menos imediatas e que estão prestes a ser cobradas?
Desta forma "Laura" (Heredero) e "Ele" (Uriarte) encontram-se num restaurante. Não são aquilo que inicialmente poderíamos imaginar nem tão pouco um casual encontro que se proporcionou através dessa casualidade ou tão pouco fruto de uma qualquer rede social onde tantos encontram o seu escape para uma nova "vida social". Não... em 30 Minutos con Laura aquilo que o realizador e argumentista Juanjo Haro nos revelam é uma surpreendente história onde não só todos os pequenos detalhes têm uma importância inquestionável para a resolução de um conto impossível como também os desempenhos dos seus actores conferem - depois de descoberta toda a verdade por detrás das suas acções - toda uma nova dinâmica que destroem a tal "zona de conforto" do espectador mais preparado para resistir à surpresa.
No final, onde tudo é entretanto percebido pelo espectador, aquilo que lhe resta compreender e acompanhar é, não o percurso de uma "Laura" entretanto encaminhada para a sua nova realidade mas sim o trajecto já passado, mas recente, d'"Ele" enquanto aquele que mais directamente privou com esta mulher e a compreendeu nas suas limitações imediatas... Acompanhamos os seus instantes... os seus pensamentos que, como desabafos, nos empurram para um destino final relativamente inesperado mas igualmente surpreendente e, m pouco menos de dez minutos, compreendemos toda uma vida de "Laura"... as suas aspirações, as suas paixões mas sobretudo a sua compreensão daquele preciso momento em que reage à ideia desse tudo agora perdido.
Raras são as ocasiões em que um filme consegue de forma engenhosa e brilhante surpreender com os seus twists finais e conferir todo um novo significado a um filme que o espectador já tinha assumido como "garantido". No entanto, 30 Minutos con Laura consegue não só prender o espectador ao banco da sala de cinema como especialmente dinamizar toda uma história com a irreverência de alguém que sabe fazer bom cinema, cativar o seu público e sobretudo não se deixar inibir pelas ideias assumidas do espectador sobre uma história que surpreende até ao último instante. Aqui não estamos simplesmente a ver um filme... pelo contrário... aqui estamos a assistir a uma obra de arte em formato curto e a um dos mais brilhantes, enigmáticos e assumidamente surpreendentes filmes dos últimos tempos que consegue ainda ter duas intensas e bem estruturadas interpretações que se complementam na descoberta do um aparente impossível.
Bravo! Two thumbs up!
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8 / 10
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Nelson Xavier

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1941 - 2017
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Shortcutz Viseu - Sessão #92

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Regressa o Shortcutz Viseu com a sua sessão #92 onde a sua programação em competição está dedicada à realizadora Joana Maria Sousa que no segmento Curtas em Competição apresenta os seus filmes curtos Cavalo e We Are Desperate tendo ainda no segmento Projecto Convidado o seu filme Tomé, o Filme e ainda no Doc Xpress Viseu o documentário Like a Tree.
Desta forma, e como já é habitual nas noites de sexta-feira, o local onde passa bom cinema em formato curto é o Carmo'81 a partir das 22 horas.
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ariel - Academia Mexicana de Cinema 2017: os nomeados

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Foram anunciados há instantes os nomeados aos Ariel atribuídos anualmente pela Academia Mexicana de Cinema destacando o filme La 4ª Compañia, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola com um total de vinte nomeações incluindo a de Melhor Filme e Melhor Primeira Obra.
São os nomeados:
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Melhor Filme
La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Desierto, de Jonas Cuarón
Me Estás Matando, Susana, de Roberto Sneider
El Sueño de Mara'Akame, de Federico Cecchetti
Tempestad, de Tatiana Huezo
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Melhor Primeira Obra
La 4ª Compañía, de Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Desde Allá, de Lorenzo Vigas
Distancias Cortas, de Alejandro Guzmán
Maquinaria Panamericana, de Joaquín del Paso
El Sueño del Mara'Akame, de Federico Cecchetti
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Melhor Documentário
La Balada del Oppenheimer Park, de Juan Manuel Sepúlveda
Bellas de Noche, de María José Cuevas
Somos Lengua, de Kyzza Terrazas
Tempestad, de Tatiana Huezo
The Weekend Sailor, de Bernardo Arsuaga
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Melhor Filme Ibero-Americano
Anna, de Jacques Toulemonde (Colômbia)
El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina)
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)
Sin Muertos no hay Carnaval, de Sebastián Cordero (Equador)
Tarde para la Ira, de Raúl Arévalo (Espanha)
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Melhor Curta-Metragem de Ficção
Australia, de Rodrigo Ruiz
Fisuras, de Roberto Fiesco
El Ocaso de Juan, de Omar Deneb Juárez
El Tigre y la Flor, de Fabiola Denisse Quintero
Verde, de Alonso Ruizpalacios
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Melhor Documentário - Curta-Metragem
13,500 Volts, de Mónica Blumen
Aurelia y Pedro, de Omar Robles e José Permar
La Casa de los Lúpulos, de Paula Hopf
Club Amazonas, de Roberto Fiesco
Memórias del Table Dance, de Silvana Lázaro
Semillas de Guamúchil, de Carolina Corral
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Los Aeronautas, de León Rodrigo Fernández
Ascensión, de Samantha Pineda e Davy Giorgi
Elena y las Sombras, de César Gabriel Cepeda
Los Gatos, de Víctor Alejandro Ríos
Taller de Corazones, de León Rodrigo Fernández
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Melhor Realizador
Amir Galván e Mitzi Vanessa Arreola, La 4ª Compañía
Jonás Cuarón, Desierto
Roberto Sneider, Me Estás Matando Susana
Federico Cecchetti, El Sueño del Mara'Akame
Tatiana Huezo, Tempestad
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Melhor Actor
Gael García Bernal, Me Estás Matando Susana
Danny Glover, Mr. Pig
Noé Hernández, Tenemos la Carne
Adrián Ladrón, La 4ª Compañía
José Carlos Ruíz, Almacenados
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Melhor Actriz
Adriana Barraza, Todo lo Demás
Varónica Langer, La Caridad
Ludwika Paleta, Rumbos Paralelos
Maya Rudolph, Mr. Pig
Claudia Sainte-Luce, La Caja Vacía
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Melhor Actor do Elenco
Andoni Gracia, La 4ª Compañía
Hernán Mendoza, La 4ª Compañía
Gabino Rodríguez, La 4ª Compañía
Gerardo Taracena, La Carga
Harold Torres, La Carga
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Melhor Actriz do Elenco
Angélica Aragón, Mr. Pig
Martha Claudia Moreno, Distancias Cortas
Arcelia Ramírez, Jirón de Niebla
Norma Reyna, La Carga
Mariana Treviño, El Sueño del Mara'Akame
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Melhor Actor Secundário
Diego Cataño, Desierto
Mauricio Isaac González, Distancias Cortas
Hoze Alberto Meléndez, Almacenados
Manuel Ojeda, La 4ª Compañía
Antonio Parra Parra, El Sueño del Mara'Akame
Dario T. Pie, La 4ª Compañía
Carlos Valencia, La 4ª Compañía
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Melhor Actriz Secundária
Carmen Beato, Los Parecidos
Adriana Paz, La Caridad
Xochiquetzal Rodríguez, La Carga
Tiaré Scanda, El Cumple de la Abuela
Mariana Treviño, La Vida Inmoral de la Pareja Ideal
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Revelação Masculina
Luciano Bautista, El Sueño del Mara'Akame
Paco de la Fuente, El Alien y Yo
Luis Carlos Ortega, Distancias Cortas
Luis Silva, Desde Allá
Aliocha Sotnikoff Ramos, Las Tinieblas
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Revelação Feminina
Natasha Dupeyron, Treintona, Soltera y Fantástica
María Evoli, Tenemos la Carne
Gloria Carina López, La Casa más Grande del Mundo
Irene Ramírez, Maquinaria Panamericana
Camila Robertson Glennie, Las Tinieblas
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Melhor Argumento Original
La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola
Desierto, Jonás Cuarón e Mateo García
Distancias Cortas, Itzel Lara
Maquinaria Panamericana, Joaquín del Paso e Lucy Pawlak
El Sueño del Mara'Akame, Federico Cecchetti
Tempestad, Tatiana Huezo
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Melhor Argumento Adaptado
El Alien y Yo, Fernando del Razo, Jesús Magaña e Emiliano Flores
Almacenados, David Desola
Las Aparicio, Leticia López, Verónica Bellver, Natassja Ybarra e Lucia Carreras
Jirón de Niebla, Julio César Estrada, Gustavo Moheno e Ángel Pulido
Me Estás Matando Susana, Luis Cámara e Roberto Sneider
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Melhor Montagem
La 4ª Compañía, Mitzi Vanessa Arreola, Francisco X. Rivera e Camilo Abadía
Bellas de Noche, Ximena Cuevas
Desierto, Jonás Cuarón
El Sueño del Mara'Akame, Pierre Saint Martin Castellanos e Raúl Zendejas
Tempestad, Lucrecia Gutiérrez e Tatiana Huezo
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Melhor Fotografia
La 4ª Compañía, Miguel López
Desierto, Damián García
Epitafio, Emiliano Fernández
Mr. Pig, Damián García
Tempestad, Ernesto Pardo
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Melhor Música Original
La 4ª Compañía, Ramiro del Real, Renato del Real, Takaakira "Taka" Goto e Javier Umpierrez
Desierto, Yoann Lemoine "Woodkid"
El Sueño del Mara'Akame, Emiliano Motta
Tempestad, Leonardo Heiblum e Jacobo Lieberman
Las Tinieblas, Carlo Ayhllón
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Melhor Som
La 4ª Compañía, Javier Umpierrez, Isabel Muñoz, Jaime Baksht e Michelle Couttolenc
7:19, Christian Giraud e Pablo Lach
Me Estás Matando Susana, Fernando Cámara, Stan Mak, Jaime Baksht, Steven Avila, Trip Brock e Michelle Couttolenc
El Sueño del Mara'Akame, Daniel Rojo e Alicia Segovia
Tempestad, Federico González Jordán, Lena Esquenazi e Carlos Cortés
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Melhor Direcção Artística
La 4ª Compañía, Jay Aroesty e Carlos Cosío
7:19, Alejandro García
La Carga, Jay Aroesty
Me Estás Matando Susana, Eugenio Caballero
Las Tinieblas, Alisarine Ducolomb
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Melhor Guarda-Roupa
La 4ª Compañía, Bertha Romero e José Guadalupe López
La Carga, Adelia Cortázar
Epitafio, Alisarine Ducolomb
Macho, Natalia Seligson, Juan de Dios Ramírez, Alberto Escamilla e Gianfranco Reni
El Sueño del Mara'Akame, Mariana Gandía
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Melhor Caracterização
La 4ª Compañía, Carla Tinoco e Alfredo García
7:19, Gerardo Muñoz
La Carga, Felipe Salazar e Antón Garfias
Los Parecidos, Marco Hernández, Cristian Pérez e Gerardo Muñoz
El Sueño del Mara'Akame, Roberto Ortiz
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Melhores Efeitos Especiais
La 4ª Compañía, Luis Eduardo Ambriz
7:19, José Manuel Martínez
Desierto, José Manuel Martínez
KM 31-2, Ricardo Arvizu Fernández e Ricardo Arvizu Solis
Tenemos la Carne, Adrián Durán
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Melhores Efeitos Visuais
La 4ª Compañía, Ricardo Robles
7:19, Omar Molina
Desierto, Anthony Lestramau
KM 31-2, Rodrigo Echevarría e Eduardo Viladoms
Las Tinieblas, Gustavo Bellón, Benoit Manequinn, Andrés Palma e David Camiro
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México no próximo dia 11 de Julho.
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domingo, 30 de abril de 2017

O Dia em que Explodiu Mabata Bata (2017)

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O Dia em que Explodiu Mabata Bata de Sol de Carvalho é uma longa-metragem luso-moçambicana feita para televisão num programa patrocinado pela CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa adaptada da obra de Mia Couto e que conta a história do Azarías, um jovem moçambicano privado da sua educação para tratar dos bois que o seu tio irá usar como dote de casamento.
No dia em que Mabata Bata, o mais imponente boi da manada, pisa uma mina e explode, Azarías foge com medo das represálias do tio lançando-o numa viagem que irá transformar toda a sua vida.
Com base na obra de Mia Couto, Sol de carvalho e José Magro escrevem o argumento desta história que atravessa diferentes dinâmicas de um Moçambique ainda ensombrado com os fantasmas de uma guerra civil. Ainda que não seja a principal dinâmica desta história, o conflito está implícito na sua narrativa na medida em que a presença militar em O Dia em que Explodiu Mabata Bata faz-se sentir pelos ocasionais militares que surgem nesta história como também pelos despojos de uma guerra que moldam a realidade das suas gentes.
Aqui tudo gira em torno de "Azarías", um jovem privado daquilo que deveria ser um direito e obrigação de todos... a sua educação. Este jovem sonha com o dia em que poderá ir para a escola e aprender a ler e a escrever, ou seja, com os fundamentos principais que poderão um dia mais tarde fazer dele o homem com todo o potencial que lhe é devido. Mas, no entanto, este seu direito é-lhe privado por parte de um tio que o obriga a tratar dos animais que servirão (mais tarde) como o seu dote pela mão da filha de um chefe local. Num jogo de interesses, "Azarías" é apenas um - mais um - de toda uma geração de crianças perdidas que perpetuam um sistema semi-tribal que serve os interesses imediatos dos chefes locais esquecendo o futuro de todo um país.
No entanto, a história de "Azarías" tem mais contornos que não passam despercebidos ao olhar do espectador. Filho de pais que supomos terem sido mortos durante o conflito, trabalha para o "engordar" do gado e para o grado de um tio que o explora pouco importado com as suas necessidades. Com uma infância perdida e então com medo dos destinos desse tipo por vezes violento, "Azarías" vive apenas um sonho que já não esconde - a sua educação - refugiando-se nas pequenas ofertas de um amigo que mais lhe despertam o gosto por aquilo que não tem.
Neste misto de história sobre os direitos infantis, O Dia em que Explodiu Mabata Bata retrata ainda o seu - de "Azarías" - processo de crescimento numa micro sociedade ainda afectada com os horrores de uma guerra civil presente e que foi devastadora para muitas famílias. Neste período em que este jovem recorda a família que já não tem - para lá do tio e de uma avó sempre preocupada - todo o seu processo de crescimento é feito com trabalho, com medo dos militares que ainda subsistem à custa do seu árduo trabalho enquanto camponês e guardador de gado e com os fantasmas do seu passado presentes nos pequenos elementos que o recordam de uma vida anteriormente tida. Assim, num estilo que mescla a ficção com o documental utilizado de forma interessante para espelhar os dias de uma criança no campo afastada da grande cidade e que, ao mesmo tempo, explora a sua próxima relação com a natureza envolvente como uma parte imprescindível da sua própria sobrevivência onde alimentos, vegetação, animais, água e terra assumem-se como os bens fundamentais e essenciais para que "Azarías" e sua família continuem a subsistir e esperem - à custa dos animais que engordam - poder conferir uma vida melhor no dia de "amanhã". Este desejo de constante trabalho - só de "Azarías" que é insistentemente explorado por um tio que pouco pretende fazer - poderá ser no seu futuro próximo, a única forma dele poder entrar na escola e cumprir o fim último que tanto deseja.
A contribuir para a inserção do espectador em toda uma ambiência de um Moçambique profundo está a música original de Pierre Dufloo que resgata sonoridades tribais e conferindo-lhes a contemporaneidade necessária, fazem do espectador um observador participante da (sua) vivência naquela pequena aldeola onde "Azarías" vive.
Com uma ingenuidade própria de um trabalho em construção, O Dia em que Explodiu Mabata Bata não perde mérito pela simples história ficcionada que se mescla com o relato documental dando não só um retrato de um país ferido como das profundas marcas que continuam a dizimar uma (que se queria) nova geração que se perde com as perdidas e esquecidas sobras de um conflito que - de certa forma - insiste em não terminar.
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6 / 10
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